Café da Manhã
O Estreito de Ormuz
Os mercados financeiros estão a começar a semana continuando a observar o Estreito de Ormuz praticamente encerrado, sem sinais de que o impasses entre os Estados Unidos e o Irão seja ultrapassado rapidamente
O presidente dos Estados Unidos terminou a semana passada à espera da resposta do Irão à sua proposta para pôr fim ao conflito e permitir a reabertura deste importante ponto geoestratégico. Durante o fim de semana recebeu finalmente a aguardada resposta, mas apressou-se a classificá-la como “totalmente inaceitável”, evidenciando o quão distante continua a possibilidade de um entendimento que permita a reabertura do Estreito de Ormuz.
Na passada sexta-feira, os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão a registar novos máximos de sempre, entre números resilientes do emprego e com a confiança do consumidor em queda. A economia norte-americana acrescentou 115 novos postos de trabalho durante o mês de Abril, bem acima dos cerca de 65 mil previstos, com a taxa de desemprego a manter-se nos 4,3%. Já o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan voltou a cair, registando um novo mínimo de sempre.
Wall Street terminou em alta, com o Dow Jones a terminar a sessão pouco alterado (+0,02%), mas com os índices S&P 500 e Nasdaq a registarem novos máximos históricos, ao ganharem na sessão 0,84% e 1,71%, respectivamente.
Na Ásia, a semana começou com os mercados accionistas a negociarem de uma forma geral em ganhos, impulsionados pelo optimismo em torno do sector tecnológico, apesar das preocupações de preços do petróleo elevados.
No Japão, o índice Nikkei terminou a primeira sessão da semana a recuar 0,49%, enquanto o Topix avançou 0,30%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,49%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi ganhou uns significativos 4,32%.
Na China, entre dados da inflação que saíram bem acima das expectativas do mercado, o índice CSI300 subiu 1,64% e o Shanghai Composite 1,08%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, terminou a sessão praticamente inalterado (+0,05%).
Na Índia, os principais índices estão a começar a semana em perdas, com o Nifty 50 e o Sensex a caírem de momento cerca de 0,95%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar a semana sem uma direcção bem definida, entre preocupações com os preços de energia.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento praticamente inalterado (-0,01%), enquanto o Euro Stoxx 50 recua 0,23%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,19%, enquanto em França, o CAC 40 perde 0,74%.
No Reino Unido, o índice FTSE 100 avança 0,25%.
Os preços do petróleo iniciaram a semana de novo em alta, impulsionados por receios de uma escalada do conflito no Irão que leva por tempo indeterminado ao fecho do Estreito de Ormuz. O Brent segue de momento a negociar a 104,00 dólares por barril, após já ter feito um máximo de 106,00 dólares, e o do WTI a 97,60 dólares, recuando de um máximo ligeiramente acima dos 100 dólares.
O mercado cambial está a começar a semana, de certa forma, expectante pela evolução dos acontecimentos no Médio Oriente.
O dólar negocia em torno dos recentes níveis, com o DXY a 97,85 e o EUR/USD, após nas primeiras horas ter vindo testar níveis a 1,1750, segue de momento a 1,1775, pouco alterado dos níveis de fecho da semana passada.
O mesmo sucede com a libra, que negoceia de momento face ao dólar a 1,3600 e com o EUR/GBP a 0,8655.
O iene japonês está a começar a semana de novo em queda, com o USD/JPY a negociar de momento acima dos 157,00 e o EUR/JPY em torno de 185,00.
O franco suíço mantém-se em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar a 0,7780 e o EUR/CHF a 0,9160.