Café da Manhã
Em alta
Os mercados accionistas estão a começar esta quinta-feira em alta, com os investidores optimistas em torno da visita de Donald Trump à China e ainda por resultados empresariais robustos
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos voltaram a negociar em baixa, afastando-se dos máximos históricos, pressionados por dados de inflação acima do esperado e pelo crescente cepticismo em torno de um eventual acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.
O índice de preços no consumidor subiu 3,8%, acima dos 3,6% estimados pelo mercado, o valor mais elevado desde 2023, enquanto a inflação subjacente subiu de 2,6% para 2,8%. Austan Goolsbee, presidente da Fed de Chicago, afirmou que o relatório sobre a inflação foi pior do que o esperado e indicou que a aceleração da inflação no sector dos serviços é particularmente preocupante.
O índice Dow Jones conseguiu terminar a sessão em terreno positivo (+0,11%), ajudado pelas subidas do sector da saúde. O índice S&P 500 recuou 0,15%, enquanto o Nasdaq perdeu 0,71%, pressionado desta vez pelas perdas no sector tecnológico.
Na Ásia, a confiança dos investidores voltou, com os investidores a reforçarem o seu interesse pela inteligência artificial, ignorando em grande parte as tensões no Médio Oriente, que continuam a impulsionar os preços do petróleo e as expectativas de subida de taxas de juro e da inflação, enquanto aguardam pela visita de Trump à China.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a ganhar 0,94% e o Topix 1,20%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,46%, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, após as perdas de ontem, recuperou hoje 2,63%, liderando os ganhos.
Na China, o índice CSI300 subiu 1,02%, o índice Shanghai avançou 0,67%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, segue praticamente inalterado.
Na Índia, o índice Nifty 50 segue de momento a avançar 0,76% e o Sensex 0,33%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar o dia em terreno positivo, com dados finais da inflação a confirmarem as leituras preliminares e resultados empresariais acima das expectativas dos mercados.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,78% e o Euro Stoxx 50 0,62%.
Na Alemanha, o índice DAX ganha 0,79%, o CAC 40, de França, 0,20% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,80%.
Os preços do petróleo continuam a negociar em alta, impulsionados por receios de uma interrupção mais prolongada do Estreito de Ormuz, numa altura em que as posições dos Estados Unidos e do Irão parecem cada vez mais incompatíveis relativamente a um eventual acordo para pôr fim ao conflito.
Após os máximos de ontem, os preços estão a começar o dia de hoje a estabilizar, com o Brent a negociar de momento a 106,50 dólares por barril e o WTI a 100,90.
No mercado cambial, o dólar segura os ganhos alcançados durante o dia de ontem, com o DXY a manter-se acima dos 98 pontos, negociando em alta, de momento a 98,35.
O EUR/USD segue a negociar pressionado por um dólar mais forte e preços da energia em alta, com o preço de momento a negociar a 1,1720.
A libra recupera das fortes perdas registadas ontem em torno de uma incerteza política crescente no Reino Unido. O GBP/USD recupera de níveis em torno de 1,3500, para negociar de momento a 1,3530, e o EUR/GBP cai dos máximos de ontem em torno de 0,8700, para negociar de momento a 0,8660.
Apesar do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e a ministra das finanças nipónica, Katayama, indicarem que vão manter um contacto próximo para lidar com a volatilidade cambial indesejável, sugerindo que os EUA apoiam as intervenções cambiais do Japão para evitar uma maior desvalorização do iene, o iene segue a negociar pouco alterado dos níveis registados ontem. O USD/JPY segue de momento a negociar a 157,80 e o EUR/JPY a 184,80.
O franco suíço segue também em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7815 e o EUR/CHF a 0,9155.