Café da Manhã
Em queda
Os mercados accionistas voltam a recuar dos recentes máximos históricos antes do fim de semana, continuando de olhos postos no Médio Oriente e com as expectativas de subida de taxas de juro a aumentarem
Donald Trump está de regresso a casa, após o encontro com Xi Jinping que descreveu como positivo. Entretanto, em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano disse que a sua paciência com o Irão está a esgotar-se após relatos de que um navio foi apreendido por pessoal iraniano perto dos Emirados Árabes Unidos.
A Casa Branca disse que Trump e Xi concordaram, durante conversações em Pequim, sobre a necessidade de manter aberta a rota de navegação do Estreito de Ormuz.
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos fecharam em alta, com os investidores focados na visita do presidente norte-americano, Donald Trump, à China. O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a China vai alargar o acesso às empresas norte-americanas, enquanto Trump alegou que Xi aceitou ajudar na crise em curso no Irão.
Apesar do aumento dos custos de energia devido à guerra, as vendas a retalho mostraram sinais de confiança dos consumidores, aumentando pelo terceiro mês consecutivo.
Os principais índices de Wall Street voltaram a registar novos máximos de sempre, com o índice S&P 500 a ganhar 0,77% e o Nasdaq 0,88%, enquanto o Dow Jones ganhou 0,75%.
Esta noite, na Ásia, o sentimento dos mercados accionistas mudou, com os investidores preocupados com o fecho do Estreito de Ormuz a manter os preços da energia elevados, impulsionando possíveis espirais inflacionistas e levando a um aumento das expectativas das taxas de juro.
No Japão, após o índice de preços do produtor atingir um máximo de mais de três anos, o índice Nikkei terminou a sessão a cair 1,76% e o Topix a recuar 0,39%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou marginalmente 0,11%, enquanto na Coreia do Sul, o índice Kospi afundou 6,12%, pressionado pelo sector tecnológico, impactado pelo anúncio de uma greve na Samsung.
Na China, o índice CSI300 perdeu 1,12%, o Shanghai Composite 1,02% e o Hang Seng 1,62%.
Na Índia, os principais índices seguem de momento em terreno positivo, com o Nifty 50 a avançar 0,13% e o Sensex 0,21%.
Os mercados accionistas europeus estão também a começar o último dia da semana em terreno negativo, com os investidores de olhos postos na situação política mais instável no Reino Unido.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a cair 1,24% e o Euro Stoxx 50 1,69%.
Na Alemanha o índice DAX perde 1,66%, o CAC 40, de França, 1,27% e o FTSE 100, no Reino Unido, 1,20%.
No mercado cambial, o dólar volta a negociar em alta, ajudado por yields obrigacionistas em máximos, com o índice DXY a voltar acima dos 99 pontos, e o EUR/USD a aproximar-se rapidamente dos 1,1600 (de momento a 1,1635).
Com a pressão política sobre Keir Starmer para apresentar a sua demissão, a libra segue a negociar também pressionada, negociando em mínimos. O GBP/USD cai abaixo dos 1,3400 (de momento a 1,3350), um mínimo de mais de um mês, e o EUR/GBP acima de 0,8700 (0,8715).
O iene segue também a negociar em perdas, principalmente face ao dólar, com o preço do USD/JPY a seguir de momento a 158,60, e o EUR/JPY 184,45.
O franco suíço segue a negociar em perdas face ao dólar, com o USD/CHF a subir para 0,7860, e em ganhos face ao euro, onde o EUR/CHF cai para 91,40.
Os preços do petróleo continuam a mostrar o sentimento do mercado relativamente ao Estreito de Ormuz, que continua fechado e sem uma solução imediata à vista. Em véspera de fim de semana e com Trump a “perder a paciência” com o Irão, os preços estão de novo a negociar em alta.
O Brent negocia de momento acima dos 109,00 dólares por barril (109,15) e o do WTI em torno dos 105,00 (104,90).
Bom fim de semana!