Amanhã destacamos
P M I
O destaque desta quinta-feira vai directo para os dados da actividade económica privada, que irão ser divulgados desde o Japão aos Estados Unidos, mas com os mercados especialmente atentos aos da Zona Euro
Esta noite, na Austrália, os mercados irão começar por estar atentos aos dados dos PMI da S&P Global que deverão mostrar um ligeiro recuo na actividade económica. O índice composto poderá cair de 50,4 para 50,0, onde o sector manufactureiro cai de 51,3 para 50,6 e o de serviços de 50,7 para 49,9, entrando em contracção. Mas o destaque vai para os números do mercado de trabalho. A taxa de desemprego deverá manter-se nos 4,3%, assim como a taxa de participação nos 66,8%. A variação do emprego deverá mostrar um crescimento de 10 mil novos postos de trabalho, com um aumento de 40 mil a tempo inteiro e uma diminuição de 30 mil a tempo parcial.
Na Nova Zelândia, teremos os números da balança comercial de Abril, onde as previsões mostram um excedente de 800 milhões de dólares neozelandeses, após os 698 milhões no mês de Março. Iremos ter ainda os números da despesa em cartões de crédito, onde as estimativas mostram uma desaceleração do crescimento de 2,1% em Março, para 1,9% em Abril.
No Japão, começamos por ter os números das encomendas de ferramentas mecânicas, sem navios nem centrais energéticas, que deverão mostrar uma contracção de 8,7%, após o aumento de 13,6% no mês anterior. Teremos também os números da balança comercial que deverão apresentar um défice de 150 mil milhões de ienes, após o excedente do mês anterior de 667 mil milhões, com um aumento tanto nas importações como nas exportações. E, por fim, os dados da actividade económica privada da S&P Global, que deverá mostrar algum arrefecimento, com o índice composto a cair de 52,2 para 51,8, onde o índice manufactureiro cai de 55,1 para 54 e o de serviços de 51 para 50,7.
Pela manhã, na Zona Euro, as atenções vão para os dados da actividade económica privada. Na Alemanha, as previsões apontam para que o PMI composto avance ligeiramente de 48,4 para 48,7, com a actividade manufactureira a recuar de 51,4 para 51,1 e a de serviços a recuperar de 46,9 para 47,2. Em França, as estimativas também apontam para uma queda na actividade económica, com o PMI composto a cair de 47,6 para 47,1, onde o industrial recua dos 52,8 para 52,5 e o de serviços de 46,5 para 46,4. No agregado da Zona Euro, o PMI composto deverá subir de 48,8 para 49,5, continuando a mostrar-se em contracção, onde a actividade manufactureira cai de 52,2 para 51,5, enquanto a de serviços sobe de 47,6 para 48.
Iremos ter ainda a divulgação do índice de confiança do consumidor da Eurostat que deverá manter-se em torno do nível do mês anterior nos -21.
No Reino Unido, iremos ter também os dados da actividade económica privada da S&P Global. O PMI composto deverá mostrar uma queda dos 52,6 para 51,9, com a actividade manufactureira a cair de 53,7 para 53,2 e a de serviços de 52,7 para 51,7. Iremos ter ainda o índice de expectativas de encomendas industriais CBI que deverá mostrar uma queda de -38 para -40.
À tarde, nos Estados Unidos, o destaque vai também para a divulgação dos dados da actividade económica da S&P Global. O PMI composto deverá, segundo as estimativas, mostrar um ligeiro recuo dos 51,7 para 51,5, onde a actividade manufactureira mostrará uma queda de 54,5 para 53, enquanto a de serviços poderá mostrar uma ligeira subida de 51 para 51,1. Teremos também mais dados do mercado imobiliário, com os números das licenças de construção a mostrarem um aumento de 0,5%, após a queda de 11,4% no mês de Março, e o ínicio de construção de imóveis a cair 3,5%, após o crescimento anterior de 10,8%. Teremos ainda os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego que se deverão manter em torno dos 211 mil da semana passada, e o índice da Fed de Filadélfia que deverá mostrar uma queda dos 26,7 de Abril para os 17,9 em Maio.
Iremos ter mais empresas a apresentar resultados, onde destacamos nomes como Walmart, Zoom, John Deere e Ralph Lauren.
Podemos ouvir ainda mais algumas vozes de banqueiros centrais, como a do governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, e a do presidente da Fed de Richmond, Thomas Barkin.