Café da Manhã
O acordo à espera de Trump

Café da Manhã O acordo à espera de Trump

Negociadores fecharam um memorando de 60 dias para prolongar o cessar‑fogo e iniciar novas conversas sobre o programa nuclear, mas a implementação depende da luz verde de Donald Trump

Segundo a Axios, o texto prevê a normalização do tráfego em Ormuz e o levantamento gradual do bloqueio naval, o que, se confirmado, tende a reduzir o prémio de risco no petróleo e a suportar o sentimento de risco nos mercados financeiros.

Ontem, as principais bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta, com os investidores a ignorarem os recentes ataques trocados entre os EUA e o Irão, no meio de novas notícias de que as delegações dos dois países terão chegado a acordo sobre um memorando de entendimento para prolongar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar as negociações nucleares. Os investidores analisaram também os dados sobre a inflação, com a divulgação da medida preferida da Fed, o core PCE, o crescimento do PIB, os pedidos de subsídio de desemprego e as vendas de imóveis novos.
O índice Dow Jones avançou marginalmente 0,05%, o S&P 500 0,58% e o Nasdaq ganhou 0,91%.

Esta noite, na Ásia, o optimismo voltou a reinar, impulsionado pela esperança na continuação do cessar-fogo no Médio Oriente, com os mercados accionistas a terminarem a semana em novos máximos históricos.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a ganhar 2,53% e o Topix 1,41%.
Na Austrália, o índice ASX 200 subiu 1,62% e o Kospi, da Coreia do Sul, 3,55%, liderando os ganhos.
Na China, os índices CSI300 e Shanghai Composite recuaram 0,45% e 0,73%, respectivamente, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,73%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex, seguem de momento a recuar 0,62% e 0,42%, respectivamente.

Os mercados accionistas europeus estão também a começar o último dia da semana em ganhos.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,44% e o Euro Stoxx 50 0,52%.
Na Alemanha, o índice DAX avança 0,27%, o CAC 40, em França, 0,93% e o FTSE 100, do Reino Unido, 0,21%.

No mercado cambial, o dólar voltou ontem a recuar após notícias do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão. O índice DXY, após ter registado um novo máximo de quase dois meses, ao negociar a 99,50, terminou o dia abaixo dos 99 pontos, mas está a começar este último dia da semana de volta acima desse nível.
O EUR/USD recuperou dos mínimos da semana abaixo de 1,1600 (1,1586), para atingir um máximo de 1,1660, mas segue de momento a voltar a negociar em torno de 1,1640.
A libra prepara-se para terminar a semana como negociou durante a mesma, em perdas, com o GBP/USD a negociar em torno de 1,3400 (de momento a 1,3420), e com o EUR/GBP a 0,8670.
O iene japonês continua a negociar em torno dos recentes mínimos, após os dados da inflação de Tóquio esta noite terem saído abaixo das estimativas do mercado. O USD/JPY segue de momento a negociar a 159,30 e o EUR/JPY a 185,40.
O franco suíço volta a negociar em alta, recuperando dos mínimos registados esta semana. O USD/CHF segue de momento a negociar a 0,7840 e o EUR/CHF a 0,9130.

Os preços do petróleo voltam a negociar em queda, entre renovada esperança da abertura do Estreito de Ormuz que possa levar a uma normalização no mercado energético global.
O Brent segue de momento a negociar a 92,50 dólares por barril e o WTI a 88,00 dólares, preparando-se para terminar o primeiro mês negativo, após quatro meses consecutivos em alta, com a maior queda mensal desde 2020.

Bom fim de semana!


O que pensa sobre este tema?