EUR/USD
Semanal

EUR/USD  Semanal

As notícias colocam a resolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irão mais próxima. Os mercados petrolíferos reagem, tal como os accionistas, mas o EUR/USD continua a querer ver para crer.

O mês de Maio terminou com notícias de um “Memorando de Entendimento” entre os Estados Unidos e o Irão, que apenas aguarda a assinatura dos líderes dos respectivos países. Este memorando permitirá prolongar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar novas conversações sobre o programa nuclear iraniano, prevendo igualmente a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e o levantamento gradual do bloqueio naval.

Enquanto os mercados petrolíferos reagiram de imediato, levando os preços a acumularem uma queda próxima dos 10% durante a última semana, o EUR/USD não foi além de um movimento modesto, atingindo um máximo semanal nos 1,1685 e terminando a semana nos 1,1664.

A suportar o par estiveram também os dados da medida preferida da Reserva Federal para a inflação, que foram divulgados na parte inferior das estimativas do mercado, bem como os números da inflação das principais economias da Zona Euro que, apesar de terem registado algumas subidas, não se revelaram tão agressivos quanto os investidores receavam.

Apesar do recuo das yields obrigacionistas, as expectativas de bancos centrais mais hawkish mantêm-se. Prova disso foi a reunião do RBNZ da semana passada que, apesar de ter mantido as taxas de juro inalteradas, alterou significativamente a sua orientação futura, apontando agora para uma política monetária mais restritiva.

Também os diversos discursos de membros da Reserva Federal e do Banco Central Europeu têm apontado, quase por unanimidade, para a necessidade de manter apertadas as respectivas políticas monetárias. Uma mudança significativa face ao discurso predominante há apenas alguns meses, antes do conflito no Médio Oriente e dos preços do petróleo terem regressado acima dos 100 dólares por barril.

O mês de Junho começa assim com mais dúvidas do que certezas relativamente à possibilidade de uma verdadeira normalização no Médio Oriente, mas também com dados económicos capazes de influenciar as expectativas dos mercados. Entre eles destacam-se a inflação da Zona Euro e o relatório do emprego nos Estados Unidos.

Da inflação na Zona Euro espera-se a continuação da tendência observada nos últimos meses, com uma subida para os 3,3%, valor que, a confirmar-se, será o mais elevado desde Setembro de 2023. Já a inflação subjacente deverá acelerar de 2,2% para 2,4%, afastando-se gradualmente da meta dos 2% do banco central.

Nos Estados Unidos, o relatório do emprego deverá voltar a confirmar a resiliência do mercado de trabalho, com a criação de cerca de 100 mil novos postos de trabalho.

Estes dados dificilmente alterarão o caminho que tem vindo a ser apontado pelos bancos centrais ou as expectativas actualmente reflectidas pelos mercados, que continuam a manter o EUR/USD dentro da faixa de consolidação entre os 1,1600 e os 1,1800.

Mais uma vez, o diferencial de taxas de juro, num ambiente de volatilidade reduzida, deverá continuar a favorecer o dólar e a exercer pressão sobre o EUR/USD, aumentando o risco de uma quebra da zona dos 1,1600.

Mas, em minha opinião, será o desfecho desta nova novela chamada “Memorando de Entendimento” que poderá determinar a próxima direcção relevante para o par. A assinatura do documento poderá gerar um movimento inicial de optimismo e permitir um teste à zona dos 1,1800, sobretudo porque muitos investidores continuam a aguardar uma confirmação formal do acordo. No entanto, esse entusiasmo poderá revelar-se temporário quando o mercado concluir que, em termos estruturais, pouco mudou e que qualquer progresso continua dependente da evolução das negociações futuras.
Por outro lado, a ausência de assinatura ou um eventual retrocesso nas negociações poderá reacender os receios de uma nova escalada do conflito. Nesse cenário, o EUR/USD poderá quebrar os 1,1600 e testar o importante nível psicológico dos 1,1500, antes mesmo de voltar a olhar para os mínimos do ano, localizados pouco acima dos 1,1400.



Tecnicamente

Gráfico EUR/USD semanal

Fonte XTB xStation 5


Por aqui nada de novo

O EUR/USD continua a negociar dentro de uma área de consolidação em termos gerais entre 1,1500 e 1,1800, continuando na semana passada a negociar abaixo da média móvel das 21 semanas.

A linha de MACD praticamente coincidente com a linha neutra e a linha de sinal, em conjunto com um RSI muito perto da linha de 50, mantém um “momentum” neutro para o par.

O break do máximo do mês anterior a 1,1849, poderá levar ao quebrar do padrão de consolidação mais apertado, abrindo espaço para um teste à resistência a 1,1918, limite superior de um padrão de consolidação mais alargado. O ultrapassar desta resistência irá expor o máximo do ano a 1,2082, onde pelo meio encontra a resistência psicológica de 1,2000.

O quebrar do mínimo das últimas semanas a 1,1660, poderá confirmar a continuação do EUR/USD na área de consolidação 1,1480/1,1830. Só o break do suporte a 1,1480 colocará o par num cenário mais bearish, que o pode levar para os mínimos de Maio de 2025, a 1,1065.

Gráfico EUR/USD diário

Fonte XTB xStation 5

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O comentário é disponibilizado todas as manhãs, tentativamente entre as 10h00 e as 10h30.

O EUR/USD terminou a semana passada continuando a negociar abaixo da Nuvem de Ichimoku diária e a testar a agora resistência dada pela média móvel dos 200 dias.

O MACD começa a semana abaixo da linha neutra, continuando a mostrar um momento descendente no EUR/USD, mas a linha ameaça cruzar ascendentemente a linha de SINAL revelando uma potencial inversão desse momento descendente.

Após o mínimo da semana anterior a 1,1575, testando o suporte dado pelo mínimo de Janeiro deste ano a 1,1579, o EUR/USD continuou na semana passada a negociar em alta, terminando a testar as agora resistências dadas pela Nuvem de Ichimoku (de momento 1,1669/1,1701) e a MM 200 dias (1,1681).
O ultrapassar de toda esta área de resistência poderá dar força ao par para um teste ao máximo do mês de Maio a 1,1796, antes do máximo de Abril a 1,1849.

Uma inversão da tendência ascendente registada na semana passada irá voltar a encontrar suporte reforçado em torno dos 1,1580, na área 1,1575/1,1579 dada pelo mínimo de Maio e de Janeiro, respectivamente. O quebrar desta área irá expor o nível psicológico 1,1500, que se ultrapassado, colocará o mercado de olhos no mínimo deste ano a 1,1410.


Resistências - Suportes

1,1681 - 1,1579

1,1788 - 1,1500

1,1848 - 1,1443


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