Café da Manhã
E ainda o Médio Oriente

Café da Manhã E ainda o Médio Oriente

Os mercados financeiros continuam a ser impactados pelos acontecimentos em torno do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, que pesam sobre um sentimento que poderia ser eufórico em torno da IA

O frenesim em torno do sector tecnológico, que está a manter os mercados accionistas em máximos (o índice Semicondutor de Filadélfia SOX ganhou nos últimos dois meses cerca de 60%), só está a ser refreado pelo impasse no Médio Oriente, que continua a manter o Estreito de Ormuz fechado.

Os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão de ontem em terreno positivo. O sentimento negativo inicial causado por uma escalada nas tensões entre os Estados Unidos e o Irão, logo no início da semana, foi afastado após Trump ter anunciado que o Hezbollah e Israel concordaram em não se atacarem. O Irão, que tinha anunciado que interrompia as negociações com os Estados Unidos, voltou de novo a abrir a porta a um entendimento.
Na frente macroeconómica, o índice ISM manufactureiro surpreendeu os investidores ao apresentar uma subida de 52,7 para 54, bem acima dos 53 estimados pelo mercado, com o subíndice do emprego a subir de 46,4 para 48,6 e o dos preços a recuar inesperadamente de 84,6 para 82,1, face a uma subida esperada para 85,5.
Os principais índices renovaram máximos históricos, com o Dow Jones a avançar 0,09%, o S&P 500 0,26% e o Nasdaq 0,42%.

Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas negociaram mistos, entre perdas no Japão e ganhos na China.
No Japão, os principais índices terminaram a sessão em terreno negativo, com o Nikkei a recuar dos máximos históricos ao cair 0,49% e o Topix 0,42%.
Na Austrália, o índice ASX 200 terminou praticamente inalterado (-0,06%), enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou marginalmente 0,15%, após dados da inflação acima do estimado pelos mercados.
Na China, o índice CSI300 subiu 1,45%, o Shanghai Composite 0,43% e o Hang Seng liderou os ganhos ao avançar 2,47%.
Na Índia, os principais índices seguem também em ganhos, com o Nifty 50 a avançar 0,56% e o Sensex 0,50%.

Os mercados accionistas europeus estão a começar esta terça-feira em alta, enquanto aguardam pelos dados da inflação na Zona Euro.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,89% e o Euro Stoxx 50 1,22%.
Na Alemanha, o índice DAX sobe 1,35%, o CAC 40, de França, 1,13% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,51%.

O mercado cambial continua a negociar em volatilidade reduzida, apesar dos acontecimentos no Médio Oriente e os dados económicos que vão sendo divulgados, muitos acima, outros contrariando as estimativas do mercado.
Ontem, com o renovar das tensões no Médio Oriente, o dólar voltou a negociar em alta, com o índice DXY a atingir os 99,30 pontos e o EUR/USD a registar um mínimo de 1,1605. O desanuviar das mesmas, com Donald Trump a anunciar que tinha falado com o Hezbollah e com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chegando a um entendimento para interromper o conflito entre ambos, levou o DXY a recuar, negociando de momento em torno dos 99 pontos e o EUR/USD a voltar para os 1,1650.
A libra esterlina segue a negociar em ligeiros ganhos, com o GBP/USD a cotar de momento a 1,3475 e o EUR/GBP a 0,8645.
O iene japonês mantém-se em perdas, apesar da ministra das finanças Katayama voltar a afirmar que segue em estreita coordenação com os Estados Unidos em relação ao mercado cambial. O iene aproxima-se dos níveis de intervenções anteriores, com o USD/JPY a negociar de momento a 159,70 e o EUR/JPY acima dos 186,00.
O franco suíço segue em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7850 e o EUR/CHF a 0,9145.

Os preços do petróleo continuaram ontem a oscilar em função das notícias geopolíticas, com a situação no Médio Oriente a manter-se instável. A recente violência no Líbano ameaçou prejudicar os esforços para prolongar o cessar-fogo entre Washington e Teerão, com o Irão a sinalizar anteriormente que iria suspender as conversações em protesto contra as acções militares de Israel. Após o presidente Donald Trump ter afirmado que as negociações com o Irão estavam a avançar rapidamente e ter acrescentado que Israel e o Hezbollah concordaram em cessar os ataques mútuos, os preços do petróleo voltaram a recuar.
Os preços começaram o dia continuando a recuar dos máximos de ontem, com o barril de Brent de momento a negociar a 93,50 dólares e o do WTI a 90,65.


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