Café da Manhã
Petróleo de novo em alta
O acordo entre os Estados Unidos e o Irão tarda, forças militares norte-americanas e iranianas trocam ataques e os preços do petróleo voltam a afastar-se dos mínimos registados no final da semana passada
Os preços do petróleo estão a começar o dia de novo em alta, após o aumento das tensões no Médio Oriente. A marinha norte-americana voltou a interceptar navios que se dirigiam a portos iranianos e o Irão aparentemente lançou um ataque no Kuwait. Isto enquanto as negociações diplomáticas entre o Irão e os EUA mostraram poucos progressos.
A impulsionar os preços está também o relatório de ontem dos inventários semanais de crude norte-americano da API, que mostrou uma redução de 6,75 milhões de barris, com os inventários em Cushing a caírem 279 mil barris.
O Brent segue de momento a negociar acima dos 98,00 dólares por barril e o WTI dos 96,00.
Os principais índices de Wall Street encerraram a sessão de terça-feira em alta, renovando máximos históricos, num contexto de melhoria do apetite pelo risco. O movimento foi impulsionado, por um lado, por uma nova vaga de entusiasmo em torno da inteligência artificial, com o sector tecnológico — e em particular os semicondutores — a liderar ganhos expressivos, e por outro, por sinais encorajadores no plano geopolítico. O Presidente norte-americano, Donald Trump, reforçou que as negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuam activas, contrariando notícias de uma eventual interrupção, enquanto surgem indicações de que Teerão estará a preparar uma proposta final, alimentando expectativas de um possível acordo e contribuindo para um ambiente mais favorável aos activos de risco.
O índice Dow Jones avançou 0,45%, o S&P 500 0,13% e o Nasdaq 0,03%.
Esta noite, na Ásia, com a Coreia do Sul de fora em feriado, os mercados accionistas voltaram a negociar maioritariamente em alta, com o sentimento dos investidores a continuar liderado pelo optimismo em torno do sector tecnológico.
No Japão, o índice Nikkei ultrapassou pela primeira vez os 68 mil pontos, apenas dois dias depois de ter ultrapassado os 67 mil, com a subida das acções ligadas à inteligência artificial a superar as preocupações com o Médio Oriente. Ganhou na sessão 2,61% e o Topix 1,83%.
Na China, os índices CSI300 e Shanghai Composite avançaram 0,49% e 0,22%, respectivamente, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,56%.
Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,70%, enquanto na Índia os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem a recuar, respectivamente, 0,42% e 0,57%.
Já os mercados accionistas europeus estão a começar esta quarta-feira em terreno negativo.
Os índices Euro Stoxx 600 e Euro Stoxx 50 seguem de momento a recuar 0,30%, na Alemanha, o índice DAX perde 0,65%, em França, o CAC 40 recua 0,27%, tal como o índice FTSE 100 no Reino Unido.
No mercado cambial, o aumento das tensões no Médio Oriente esrtá a levar de novo o dólar a negociar em alta, com o índice DXY bem acima dos 99 pontos (99,35) e o EUR/USD a ameaçar um novo teste a níveis abaixo de 1,1600 (de momento a 1,1605).
A libra regista ligeiros ganhos face ao euro, com o EUR/GBP a negociar de momento a 0,8630, enquanto se mantém a cotar face ao dólar em torno dos recentes níveis a 1,3445.
Já o iene continua a negociar em perdas acentuadas, com os mercados a continuarem a desafiar os responsáveis cambiais nipónicos. Com a ministra das Finanças Katayama a reiterar que as autoridades estão preparadas para responder às movimentações cambiais conforme necessário, a qualquer momento, o USD/JPY após ter “tocado” de novo os 160,00, segue de momento a 159,75, e o EUR/JPY a 185,50.
O franco suíço está também a começar o dia de hoje a negociar em perdas, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,7890 e o EUR/CHF a 0,9170.