Café da Manhã
Em espera
Os mercados financeiros estão a terminar a primeira semana de Junho continuando a aguardar por um acordo que termine o fecho do Estreito de Ormuz e ainda pelos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos
O optimismo em torno do potencial progresso diplomático entre os Estados Unidos e o Irão continua a moldar o sentimento dos investidores, que aguardam pelo fim do conflito e a reabertura do Estreito de Ormuz que permita ir na direcção de uma normalização do mercado energético. Enquanto isso, o entusiasmo pelo sector tecnológico arrefece e os investidores realizam mais valias aos investimentos ligados à IA.
Os mercados aguardam hoje pelo relatório mensal de emprego nos Estados Unidos, com a expectativa de cerca de 90 mil novos postos de trabalho em Maio e um crescimento mensal de 0,3% nos ganhos médios por hora, com a taxa de desemprego a manter-se estável nos 4,3%.
Wall Street encerrou a sessão de ontem com ganhos moderados, embora divergentes entre índices, num contexto de melhoria do sentimento de risco impulsionado por sinais de possível desanuviamento geopolítico no Médio Oriente. O Dow Jones destacou-se pela positiva, atingindo novos máximos históricos, suportado sobretudo pelos sectores financeiro e da saúde, enquanto o S&P 500 registou uma subida mais contida e o Nasdaq terminou ligeiramente em baixa, pressionado pela fraqueza no segmento tecnológico após resultados desapontantes da Broadcom. No plano macroeconómico, os dados vieram reforçar sinais de arrefecimento do mercado laboral, com os pedidos de subsídio de desemprego a subirem inesperadamente e um aumento significativo dos despedimentos anunciados, num movimento em parte associado à crescente adopção de inteligência artificial. Ainda assim, o optimismo em torno de potenciais avanços diplomáticos, quer no conflito no Médio Oriente, quer na guerra na Ucrânia, acabou por prevalecer no sentimento dos investidores.
O índice Dow Jones ganhou 1,73%, o S&P 500 0,41%, enquanto o Nasdaq recuou, marginalmente, 0,09%.
Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas terminaram a sessão em perdas, pressionados, uma vez mais, pelo sector tecnológico.
No Japão, o índice Nikkei perdeu 1,26% e o Topix terminou praticamente inalterado (-0,07%).
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,70%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi afundou 5,54%, pressionado pela gigante SK Hynix que recuou 8%, liderando as perdas.
Na China, o índice CSI300 caiu 1,79%, o Shanghai Composite 0,74% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,15%.
Na Índia, o índice Nifty 50 segue de momento a recuar 0,43% e o Sensex 0,30%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar esta sexta-feira sem uma direcção bem definida. O índice Euro Stoxx segue de momento a recuar 0,06% e o Euro Stoxx 50 0,32%. Na Alemanha, o índice DAX está de momento praticamente inalterado (+0,02%), enquanto o CAC 40, de França, avança 0,15% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,19%.
O mercado cambial está a iniciar o último dia da semana com as atenções centradas na evolução dos acontecimentos no Médio Oriente, enquanto aguarda pela divulgação dos importantes dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, agendada para antes da abertura de Wall Street.
O dólar recua dos máximos recentes, com o índice DXY a manter-se acima dos 99,00 pontos, negociando de momento a 99,20, enquanto o EUR/USD segue de momento a 1,1635.
A libra esterlina segue em torno dos recentes níveis, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3455 e o EUR/GBP nos 0,8650.
O iene japonês prepara-se para encerrar a semana a continuar a desafiar as autoridades cambiais do Japão, com o USD/JPY a manter-se próximo dos 160 e o EUR/JPY dos 186.
Já o franco suíço recupera parte das perdas acumuladas durante a semana, com o USD/CHF a regressar a níveis abaixo dos 0,7900 (0,7880) e o EUR/CHF a negociar abaixo dos 0,9170, depois de ter atingido máximos semanais mais próximos dos 0,9200.
Os preços do petróleo, após duas semanas consecutivas de fortes quedas, estão a iniciar o dia a recuar dos recentes máximos, mas encaminhando-se para terminar a semana com ganhos. Apesar dos progressos nas negociações em torno de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, a situação no Médio Oriente continua frágil, com os mercados a recearem uma nova escalada das tensões numa região onde a estabilidade permanece longe de estar garantida.
O Brent segue de momento a negociar a 94,80 dólares por barril, enquanto o WTI negoceia em torno dos 92,60 dólares.
Bom fim de semana!