Café da Manhã
Em correcção
Os mercados acionistas seguem a recuar após os fortes ganhos dos últimos meses, pressionados pelas perdas no setor tecnológico, na sequência de dados do mercado de trabalho dos EUA acima das expectativas.
Na passada sexta-feira, o relatório do emprego nos Estados Unidos surpreendeu os mercados ao apresentar um aumento de 172 mil postos de trabalho, bem acima das expectativas de um pouco menos de 100 mil, com os números dos últimos dois meses a serem também revistos em alta.
Os mercados de imediato começaram a descontar uma subida de taxas de juro por parte da Reserva Federal, ainda até ao final do ano. As yields obrigacionistas subiram, assim como o dólar e as acções caíram.
Em Wall Street, a semana terminou com uma última sessão em fortes perdas, lideradas pelo sector tecnológico. As expectativas de subidas de taxas acabaram por despoletar um movimento em baixa, com os investidores a realizarem mais-valias num mercado que ganhou cerca de 50% nos últimos dois meses. O Índice de Semicondutores de Filadélfia (SOX) caiu mais de 10% na sessão, após ter ganho mais de 60% nos meses de Abril e Maio.
Os principais índices norte-americanos terminaram em queda, com o Dow Jones a perder 1,35%, o S&P 500 2,64% e o Nasdaq 4,18%.
Os acontecimentos no Médio Oriente durante o fim de semana, onde o Irão voltou a atacar Israel em retaliação pelos ataques levados a cabo pelo último no Líbano, só veio colocar mais pressão num mercado que terminou em queda na semana passada.
Na Ásia, a semana começou com os mercados accionistas a continuarem o movimento iniciado pelos seus congéneres norte-americanos.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a cair 3,74% e o Topix 2,45%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,70%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi, afundou 8,29%, liderando as perdas, após os meses de Abril e Maio terem tido uma valorização em torno de 58%.
Na China, o índice CSI300 caiu 2,14%, o Shanghai Composite 1,70% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,33%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex, seguem de momento a recuar cerca de 0,70%.
Os mercados accionistas europeus estão também a começar o primeiro dia da semana em perdas, embora mais comedidas.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a recuar 0,65% e o Euro Stoxx 50 0,75%.
Na Alemanha, o índice DAX perde 1,04%, o CAC 40, de França 0,80% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,43%.
No mercado cambial, o dólar está a começar a semana como terminou a anterior, a ganhar face às restantes divisas. As expectativas de subida de taxas de juro por parte da Fed levaram as yields obrigacionistas para máximos dando suporte ao dólar, que foi ainda mais impulsionado pelos acontecimento no Médio Oriente, reforçando a procura por activos de risco como o dólar.
O índice DXY segue a negociar em máximos dos últimos dois meses, de novo acima dos 100 pontos, enquanto o EUR/USD está perto de testar o nível psicológico de 1,1500 (de momento a 1,1515).
A libra segue a negociar em torno dos recentes níveis face ao euro (0,8640) enquanto segue em perdas face ao dólar (1,3320).
O iene regista fortes ganhos face ao euro, onde o EUR/JPY cai para mínimos das últimas duas semanas ao negociar de momento a 184,45, enquanto permanece acima dos 160 face ao dólar (de momento a 160,20).
O franco suíço segue a negociar em perdas, pressionado pelos ganhos das yields obrigacionistas. O USD/CHF segue de momento a 0,7980 e o EUR/CHF a 0,9190.
Os preços do petróleo estão a começar a semana em alta, impulsionados pelos acontecimentos no Médio Oriente. O reacender de hostilidades entre o Irão e Israel colocam mais difícil uma reabertura mais rápida do Estreito de Ormuz, continuando a privar a economia global de um abastecimento normal de petróleo e de gás natural.
O Brent está a começar a semana a negociar acima dos 97 dólares por barril e o WTI em torno dos 95, afastando-se dos mínimos da semana passada a 92,50 e 88,50 dólares, respectivamente.