Amanhã destacamos
Inflação

Amanhã destacamos Inflação

Nesta quarta-feira as atenções vão para a divulgação dos números da inflação, que começam logo no Japão, passam pela China, mas o foco irá estar colocado nos dos Estados Unidos da América.

Esta noite, no Japão, iremos ter a divulgação do índice de preços no produtor que deverá mostrar uma aceleração em termos anuais dos 4,9% no mês anterior para 5,6%, com os preços em termos mensais a mostrarem uma subida de 0,5%, desacelerando dos 2,3% no mês de Abril.

Na China, o índice de preços do produtor em Maio, segundo as estimativas, deverá mostrar uma subida de 1,3% em termos anuais, com os preços em termos mensais a estabilizarem, enquanto o índice de preços do produtor deverá mostrar uma aceleração dos 2,8% para 3,8%.

Pela manhã, em Itália, teremos dados italianos da produção industrial de Abril que, segundo as estimativas, deverão mostrar um aumento de 0,2%, desacelerando dos 0,7% do mês anterior.

À tarde, nos Estados Unidos, iremos ter o destaque da semana, o índice de preços do consumidor de Maio. Segundo as previsões, os preços deverão mostrar uma subida mensal de 0,4%, desacelerando dos 0,6% do mês de Abril, com a inflação anual a subir de 3,8% para 4,2%, em novo máximo dos últimos três anos. Sem alimentos nem energia, os preços deverão mostrar uma subida mensal de 0,3%, desacelerando dos 0,4% do mês anterior, com a inflação subjacente a subir de 2,8% para 2,9%.

No Canadá, as atenções recaem sobre o Banco do Canadá. O BoC deverá manter as taxas inalteradas na reunião desta semana, reflectindo um enquadramento macro cada vez mais frágil.
Apesar da pressão dos preços energéticos, a inflação tem surpreendido em baixa, enquanto a economia dá sinais de abrandamento, com perda de emprego e entrada em recessão técnica. Este contexto reforça o tom dovish já assumido em Abril.
Adicionalmente, os riscos ligados ao acordo comercial USMCA e à evolução geopolítica aumentam a incerteza, levando o Banco do Canadá a privilegiar uma postura cautelosa.
Para já, o banco central deverá continuar a contrariar a expectativa de subidas de taxas, mantendo uma pausa prolongada e um viés claramente dovish.


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