Café da Manhã
Cautelosos mas não em pânico

Café da Manhã Cautelosos mas não em pânico

Os mercados financeiros seguem a negociar cautelosamente, entre o aumento de tensões no Médio Oriente e enquanto aguardam pelos dados de hoje da inflação nos EUA e pela decisão de taxas do BCE amanhã

Não haverá “Café da Manhã”, amanhã dia 11 de Junho. Estaremos de volta no dia 12 de Junho.

Os combates no Médio Oriente intensificaram-se depois de os EUA terem respondido a um acidente de helicóptero que atribuíram ao Irão, após o qual o Irão atacou várias bases americanas na região.
Apesar de Trump continuar a sinalizar que um acordo de paz está próximo, os mercados financeiros seguem cautelosos, entre ganhos e perdas, sem pânico.

Os preços do petróleo, que têm sido o grande barómetro do conflito no Médio Oriente, apesar do aumento das tensões entre os EUA e o Irão, seguem em torno dos recentes níveis. No ínicio de mais este incidente recuperaram dos mínimos da semana, mas estão a negociar recuando desse movimento em alta.
Também ontem, a suportar os preços esteve o relatório semanal do American Petroleum Institute que mostrou uma queda de mais de 9 milhões de barris nos inventários de crude norte-americano, e de mais de 1 milhão nas reservas em Cushing.
Os preços do Brent seguem de momento a negociar a 91,40 dólares por barril e o WTI abaixo dos 88,00 dólares.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram maioritariamente em terreno negativo, pressionados principalmente pelo sector tecnológico, e ainda pelas tensões crescentes no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
Na frente macroeconómica, o índice de pequenas e médias empresas NFIB caiu de 95,9 para 95,3, o nível mais baixo desde Novembro de 2024, o número semanal de empregos da ADP caiu para 29 mil e o défice comercial caiu de 56,6 mil milhões de dólares para 55,9 mil milhões.
Os principais índices terminaram maioritariamente em queda. O índice Dow Jones conseguiu terminar a sessão positivo, avançando 0,17%, enquanto o S&P 500 recuou 0,26% e o Nasdaq caiu 0,97%.

Esta noite, na Ásia, os mercados accionistas negociaram maioritariamente em queda, em especial os sectores tecnológicos, enquanto acompanhavam também a situação no Médio Oriente.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a perder 1,66% e o Topix 1,25%.
Na Austrália, o índice ASX 200 foi uma das excepções, avançando 0,57%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, voltou a liderar as perdas caindo 4,52%.
Na China, após dados da inflação um pouco abaixo das estimativas, os principais índices terminaram a sessão em terreno negativo. O índice CSI300 perdeu 1,11%, o Shanghai Composite 0,42% e o Hang Seng 0,80%.
A Índia é outra das excepções, com os principais índices a negociarem em alta. O Nifty 50 segue de momento a avançar 0,39% e o Sensex 0,63%.

Os mercados accionistas europeus estão a começar esta quarta-feira a negociar em terreno negativo.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a recuar 0,19% e o Euro Stoxx 50 0,31%.
Na Alemanha, o índice DAX recua 0,36%, o CAC 40, de França, 0,07% e no Reino Unido, o FTSE 100 0,24%

No mercado cambial, o dólar recua dos recentes máximos, enquanto o mercado aguarda pela divulgação dos dados da inflação nos Estados Unidos. Após ter atingido recentemente os 100,20 pontos, o índice do dólar DXY segue a recuar, negociando de momento a 99,90.
O EUR/USD, depois de ter tocado nos 1,1500 no primeiro dia da semana, negociou ontem entre ganhos e perdas, terminando a 1,1535, após ter chegado a atingir um máximo de 1,1578. O par segue de momento a negociar em torno de 1,1550.
O iene japonês continua a negociar acima dos 160 ienes por dólar (de momento a 160,40) desafiando as autoridades cambiais nipónicas. Segue também a recuar face ao euro com o EUR/JPY a cotar de momento acima dos 185,00 (185,35).
A libra esterlina segue em torno dos recentes níveis, negociando face ao dólar a 1,3385 e face ao euro a 0,8630.
O franco suíço continua a negociar em perdas, com o USD/CHF a cotar de momento a 0,7990 e o EUR/CHF a 0,9230.


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