Amanhã destacamos
Banco Central Europeu

Amanhã destacamos Banco Central Europeu

As atenções nesta quinta-feira irão estar voltadas principalmente para a decisão de taxas do Banco Central Europeu, onde o mercado espera ver o primeiro aumento de taxas desde Setembro de 2023

A reunião do BCE deverá confirmar aquilo que o mercado já considera praticamente garantido: uma subida de 25 pontos base na taxa de depósito, para 2,25%. Qualquer decisão diferente será uma surpresa.
Mais do que a decisão em si, a atenção dos mercados estará na comunicação. Na conferência de imprensa, Lagarde deverá manter um tom moderadamente hawkish, mas sem comprometer antecipadamente o BCE com novas subidas já em Julho. A abordagem continuará dependente dos dados e reunião a reunião. Ainda assim, a combinação de inflação persistente e projecções acima do alvo deverão sugerir que o ciclo de aperto poderá não ter terminado.
Aqui, BCE 11/06/2026, poderá encontrar um vídeo com comentários sobre os cenários de comunicação mais prováveis por parte de Christine Lagarde.

Ainda relativamente aos bancos centrais, iremos ter a decisão de taxas do Banco Central da Turquia. O banco central turco deverá manter a taxa directora inalterada, num contexto de política monetária já significativamente restritiva.
O governador Karahan tem sinalizado que a actual postura, mais apertada e prolongada do que inicialmente previsto, continua adequada, mantendo todas as opções em aberto.

Mas há mais além de bancos centrais.

Esta noite, no Japão, o índice manufactureiro BSI do segundo trimestre deverá mostrar uma subida de 4%, acelerando dos 3,8% do trimestre anterior.

Na China, poderemos ter os números dos novos empréstimos em yuans, com as previsões a apontarem para 540 mil milhões, face a uma redução de 10 mil milhões no mês anterior.

No Reino Unido, teremos o “Balanço de preço de casas RICS” com o índice, segundo as estimativas, a subir de -34% para -15%.

No Canadá iremos ter os números das licenças de construção que, após o aumento de 10,3% no mês de Março, deverão em Abril mostrar uma redução de 5%.

Finalmente, nos Estados Unidos, as atenções voltam-se de novo para mais dados da inflação, desta vez à porta das fábricas. O índice de preços do produtor de Maio, em termos mensais, deverá mostrar uma subida de 0,7%, desacelerando dos 1,4% em Abril, com a medida em termos homólogos a subir de 6% para 6,8%. Sem alimentos nem energia, os preços em termos mensais deverão subir 0,5%, desacelerando dos 1% do mês anterior.
Teremos ainda os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, onde as estimativas apontam para um recuo dos 225 mil da semana anterior, para 220 mil.


O que pensa sobre este tema?