Café da Manhã
O acordo!
Depois de vários avanços e recuos nas negociações, os Estados Unidos e o Irão confirmaram ter alcançado um acordo para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, abrindo caminho à reabertura do Estreito de Ormuz.
A assinatura terá lugar na Suíça na sexta-feira, após o que o Estreito de Ormuz será reaberto ao trânsito e os Estados Unidos irão colocar um fim ao bloqueio ao Irão. O texto do acordo ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que sigam 60 dias de negociações sobre a suspensão do programa nuclear iraniano em troca da remoção das sanções e de um possível outro tipo de auxílio financeiro.
Os rumores de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão ganharam força depois de o presidente Trump ter surpreendido os mercados na quinta-feira à noite, ao afastar a possibilidade de novos ataques e anunciar o fim da guerra. Na sexta-feira, reforçou essa mensagem, afirmando que um acordo estava próximo e sugerindo mesmo que poderia ser assinado durante o fim de semana.
O optimismo foi igualmente alimentado por fontes iranianas, embora a comunicação oficial de Teerão tenha permanecido mais cautelosa. Apesar do optimismo, a assinatura do acordo durante o fim de semana revelou-se prematura, com o ataque de Israel a Beirute a complicar as negociações na reta final.
Apesar disso, as negociações mantiveram-se no caminho certo, tendo as autoridades norte-americanas e iranianas acordado reunir-se na Suíça, a 19 de junho, para formalizar o acordo.
Os mercados financeiros iniciam a semana em terreno positivo, beneficiando de um regresso do apetite pelo risco por parte dos investidores, numa semana que será marcada por várias reuniões dos principais bancos centrais.
Na Ásia, os mercados accionistas abriram a semana em ganhos robustos, com a confiança dos investidores suportada pelos acontecimentos do fim de semana.
No Japão, o índice Nikkei terminou a primeira sessão da semana a disparar 5,33%, liderando os ganhos, enquanto o Topix subiu 3,03%.
Na Austrália, o índice ASX 200 ganhou 1,25% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 5,20%.
Na China, o índice CSI300 ganhou 2,39%, o Shanghai Composite 1,61% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,45%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a ganhar 1,20%.
Na passada sexta-feira, Wall Street terminou a semana em terreno positivo. Rumores de que um acordo no Médio Oriente estava iminente, dados acima do estimado da confiança do consumidor e o entusiasmo da entrada em bolsa da SpaceX, impulsionou o sentimento do mercado.
O índice Dow Jones terminou a sessão a avançar 0,70%, o S&P 500 0,50% e o Nasdaq 0,31%.
Os mercados acionistas europeus iniciam igualmente a semana em alta, reagindo de forma positiva aos desenvolvimentos registados durante o fim de semana.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a ganhar 0,83% e o Euro Stoxx 50 1,16%.
Na Alemanha, o índice DAX sobe 1,54%, o CAC 40, de França, 1,14% e no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,34%.
Os preços do petróleo estão a começar a semana a cair perto de 5%, após as notícias que abrem a possibilidade da retoma do livre trânsito no Estreito de Ormuz, colocando fim a um bloqueio dos últimos três meses.
O Brent segue de momento a negociar a 83,50 dólares por barril e o WTI a 79,30 dólares.
No mercado cambial, a alteração no sentimento de risco do mercado leva a pressões sobre o dólar norte-americano que está a abrir a semana a perder face à maioria das restantes moedas.
O índice DXY segue de momento a negociar a 99,20 pontos, enquanto o EUR/USD retoma o nível de 1,1600.
O iene japonês, em véspera de um possível aumento de taxas por parte do Banco do Japão, continua a negociar em perdas, cotando acima de 160 ienes por dólar e em torno dos 186 euros por iene.
A libra está a começar a semana em perdas, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3430 e o EUR/GBP a 0,8640.
O franco suíço segue em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7930 e o EUR/CHF a 0,9210.