Amanhã destacamos
Banco do Japão
O destaque desta terça-feira chega já esta noite, com a reunião do Banco do Japão, onde teremos também a da Reserve Bank of Australia
O Banco do Japão, segundo o consenso do mercado, deverá subir a sua taxa de juro em 25 pontos base na reunião desta noite, de 0,75% para 1%, com os responsáveis a identificar ainda espaço para aumentos adicionais ainda este ano, com as taxas de juro reais ainda muito baixas e os riscos de inflação persistentemente em alta. A inflação persistente e o enfraquecimento do iene têm pressionado o banco central a agir com alguma urgência, sendo que a taxa de 1% não é vista desde 1995. A probabilidade implícita no mercado de uma subida de 25 pontos base ronda os 98%. Na reunião de Abril, a decisão de manter os juros inalterados em 0,75% tinha sido tomada por seis votos a três, com a minoria a reclamar já uma subida imediata, o que torna o movimento de Junho como uma conclusão quase inevitável do processo gradual de normalização monetária nipónica.
O Reserve Bank of Australia subiu a taxa de juro em 25 pontos base para 4,35% na reunião de Maio, num movimento que representou o terceiro aumento consecutivo em 2026, revertendo na prática a totalidade dos cortes efectuados ao longo de 2025. O comunicado e a conferência de imprensa que se seguiram sinalizaram que as taxas se encontram agora num nível suficientemente restritivo para dar ao conselho espaço para uma pausa e observar como a economia evolui a partir daqui, o que torna provável uma manutenção na reunião desta semana. A inflação na Austrália acelerou para 4,2% em abril, alimentada pelos preços dos combustíveis decorrentes do conflito no Médio Oriente, e o RBA actualizou as suas projecções para reconhecer que a inflação deverá atingir um pico mais elevado do que o antecipado em Fevereiro antes de ceder, à medida que a procura abranda em resposta às subidas de taxas. Os dados do mercado de trabalho mais recentes, com o emprego a cair e a taxa de desemprego a subir para 4,5%, acrescentaram um argumento adicional a favor de uma pausa na reunião desta semana.
Ainda durante esta noite, a China divulga um conjunto alargado de indicadores económicos relativos ao mês de Maio, que deverão merecer uma atenção acrescida por parte dos investidores.
O índice de preços da habitação deverá registar uma queda homóloga de 3,4%, após a descida de 3,5% observada no mês anterior.
A produção industrial deverá crescer 4,7% em termos homólogos, acelerando face aos 4,1% registados em Abril, enquanto a taxa de desemprego deverá manter-se nos 5,2%.
No que respeita ao investimento, as previsões apontam para uma contracção de 2,3% no investimento em activos fixos, aprofundando a queda observada no mês anterior. Já o investimento estrangeiro directo deverá recuar 11%, prolongando os sinais de fragilidade na entrada de capitais.
Por sua vez, as vendas a retalho deverão crescer 0,8%, acelerando face aos 0,2% registados em Abril e sugerindo uma melhoria do consumo interno.
Pela manhã teremos a divulgação do indicador alemão de confiança económica ZEW, que deverá mostrar uma subida na Zona Euro dos -9,1 do mês anterior, para -7,6 este mês, e na Alemanha uma subida mais expressiva, de -10,2 para -5,5.
À tarde, nos Estados Unidos, teremos mais dados do mercado imobiliário de Maio, com a divulgação dos números das licenças de construção que, segundo as previsões, deverão cair 0,6%, após o crescimento de 4,4% em Abril, e o início de construção de imóveis que deverão mostrar uma queda de 2%, após a queda anterior de 2,8%. Teremos ainda dados do emprego, com os números semanais da ADP.