Café da Manhã
Entusiasmo arrefece
Os mercados financeiros mostram alguma prudência após o entusiasmo inicial em torno do acordo entre os Estados Unidos da América e o Irão, enquanto aguardam pela divulgação dos seus detalhes.
Apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado ontem que foi assinado um acordo preliminar destinado a pôr termo ao conflito no Golfo, os contornos do entendimento permanecem pouco claros. Além disso, tanto Washington como Teerão reconheceram que uma trégua permanente continua dependente de negociações adicionais, levando os investidores a adoptar uma postura mais cautelosa.
Ontem, os mercados accionistas norte-americanos terminaram a sessão a negociar em alta, após Donald Trump ter anunciado a assinatura do acordo preliminar com o Irão, com uma cerimónia oficial marcada para sexta-feira. O possível fim do conflito e reabertura do Estreito de Ormuz fizeram cair os preços do petróleo e abrandar os receios de uma espiral inflacionista.
Os três principais índices de Wall Street registaram a terceira sessão consecutiva de ganhos. O sector tecnológico voltou a liderar e o índice Nasdaq avançou 3,07%, o S&P 500 1,66%, enquanto o Dow Jones terminou a ganhar 0,92%, registando um novo fecho recorde.
Esta noite, os primeiros bancos centrais a se reunirem esta semana cumpriram as expectativas dos mercados.
O Banco do Japão aumentou a sua taxa de juro directora em 25 pontos base, para 1%, o nível mais elevado desde 1995, e continuou a apontar para a continuação da normalização da política monetária.
O banco central australiano, o Reserve Bank of Australia, também como esperado pelo mercado, manteve as taxas de juro inalteradas em 4,35% e sinalizou estar pronto para aumentar os custos dos empréstimos, se tal se mostrar necessário.
Na Ásia, o entusiasmo inicial em torno do acordo EUA/Irão começou a arrefecer e os mercados accionistas negociaram esta noite entre ganhos e perdas.
No Japão, o índice Nikkei terminou a sessão a avançar 0,21%, enquanto o Topix recuou pelo mesmo valor.
Na Austrália, o índice ASX 200 terminou praticamente inalterado (+0,04%), enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, voltou a liderar os ganhos ao avançar 2,11%.
Na China, com dados económicos abaixo das expectativas, onde o consumo mostrou a primeira contracção desde a pandemia, os principais índices negociaram em perdas. O índice CSI300 recuou 0,15%, o Shanghai Composite 0,11% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,40%.
Na Índia, o índice Nifty 50 segue de momento a avançar 0,47% e o Sensex 0,63%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar o dia a negociar em terreno positivo.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,54% e o Euro Stoxx 50 0,81%.
Na Alemanha, o índice DAX segue a ganhar 0,82%, o CAC 40, de França, 0,73% e no Reino Unido, o FTSE 100, 0,54%.
No mercado cambial, o dólar segue a recuperar dos mínimos da semana que se registaram logo na abertura. O índice segue de momento a negociar a 99,40, após ter atingido ontem um mínimo de 99,10, enquanto o EUR/USD volta a negociar abaixo dos 1,1600.
A libra segue pouco alterada dos níveis com que terminou o dia de ontem, com o GBP/USD a negociar de momento a 1,3420 e o EUR/GBP a 0,8640.
O iene japonês está também a começar o dia pouco alterado, após o Banco do Japão ter elevado a sua taxa de juro directora para o nível mais elevado desde 1995. O USD/JPY segue de momento a negociar a 160,30 e o EUR/JPY a 185,90.
O franco suíço segue em torno dos níveis de ontem, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,7950 e o EUR/CHF a 0,9220.
O dólar australiano recua dos máximos da abertura da semana, após o RBA ter mantido esta noite a sua taxa de juro inalterada nos 4,35%. O AUD/USD segue a negociar de momento a 0,7060 e o EUR/AUD a 1,6420.
Os mercados petrolíferos fecharam a sessão de ontem a cair cerca de 4%, com os preços do crude a atingirem o seu nível mais baixo desde Março, após tanto autoridades norte-americanas como iranianas terem chegado a um entendimento para pôr fim à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.
Os preços estão a começar o dia a continuar o movimento iniciado logo no início da semana, seguindo a registar novos mínimos dos últimos meses. O Brent segue de momento a negociar a 81,30 dólares por barril e o de WTI a 77,40 dólares.