Amanhã destacamos
A Reserva Federal dos Estados Unidos

Amanhã destacamos A Reserva Federal dos Estados Unidos

Todas as atenções irão estar na conferência de imprensa da Reserva Federal dos Estados Unidos no final do dia, onde os investidores irão ouvir pela primeira vez o seu novo presidente, Kevin Warsh

A Reserva Federal reúne esta quarta-feira e, embora o mercado espere amplamente a manutenção das taxas de juro entre 3,50% e 3,75%, as atenções estarão centradas na comunicação de Kevin Warsh, na sua estreia à frente da instituição.
Num contexto de inflação ainda acima do objectivo e de uma economia que continua a mostrar resiliência, os investidores procurarão sinais sobre a verdadeira orientação da política monetária para os próximos meses. Mais do que a decisão em si, será o tom adoptado por Warsh que poderá determinar a reacção dos mercados.
Caso a Fed reconheça de forma mais explícita os riscos inflacionistas e admita a possibilidade de manter as taxas elevadas durante mais tempo, ou mesmo de voltar a endurecer a política monetária, o dólar poderá continuar a beneficiar, enquanto os activos de maior risco enfrentam alguma pressão. A reunião deverá, por isso, assumir sobretudo um carácter comunicacional, servindo para clarificar se a prioridade da nova liderança continua a ser o combate à inflação.

Além dos Estados Unidos, teremos também decisão de taxas na Suécia e no Brasil.

O banco central sueco deverá manter uma postura prudente na reunião desta semana, depois de ter deixado as taxas de juro inalteradas em 1,75% nos últimos meses. Com a inflação abaixo das projecções anteriores, mas com os riscos associados ao conflito no Médio Oriente ainda presentes, o Riksbank continua a reservar-se margem para actuar em qualquer direcção. As novas projecções económicas serão particularmente importantes para perceber se a instituição vê necessidade de ajustar a política monetária nos próximos trimestres ou se prefere prolongar o actual período de estabilidade.

O Banco Central do Brasil enfrenta uma decisão mais complexa do que nas reuniões anteriores, num contexto de crescente incerteza internacional e de renovadas preocupações com a inflação. Depois de dois cortes consecutivos da taxa Selic, os mercados esperam agora uma pausa no ciclo de flexibilização monetária, com a taxa a permanecer nos actuais 14,5%. A evolução do conflito no Médio Oriente, a valorização do dólar e um ambiente global menos favorável aos cortes de juros reforçam os argumentos para uma postura mais cautelosa por parte do COPOM.

Relativamente à agenda macroeconómica temos:

Esta noite, na Nova Zelândia, teremos o índice de confiança do consumidor Westpac relativo ao segundo trimestre, com as estimativas a apontarem para uma queda dos 94,7 para 92,9, e ainda os números da conta-corrente do primeiro trimestre, onde as previsões mostram um défice de 6,6 mil milhões de dólares neozelandeses, após os 5,98 mil milhões no trimestre anterior.

No Japão, iremos ter os números de Abril das encomendas de maquinaria, excepto navios e centrais elétricas, onde as estimativas apontam para um crescimento de 1%, após a redução de 9,4% em Março. Teremos também os números da balança comercial de Maio onde as previsões apontam para um défice de 200 mil milhões de ienes, após o excedente de 301,9 mil milhões em Abril.

Pela manhã, no Reino Unido, as atenções estão voltadas para os dados da inflação. O mercado estima que os preços em Maio mostrem um aumento de 0,5%, desacelerando dos 0,7% do mês anterior, com a inflação anual a subir dos 2,8% para 3,1%. Sem energia nem alimentos, os preços em termos mensais deverão mostrar um crescimento de 0,3%, desacelerando dos 0,7% anteriores, com a inflação subjacente anual a subir de 2,5% para 2,6%.

Na Zona Euro iremos ter a leitura final da inflação, que deverá confirmar os números preliminares de 3,2% para a inflação total e de 2,5% para a subjacente.

À tarde, nos Estados Unidos, teremos a divulgação dos números das vendas a retalho, onde as previsões apontam para um aumento de 0,5%, em linha com o do mês anterior de Abril. Iremos ter também os números dos inventários empresariais, que deverão desacelerar do aumento de 0,9% do mês anterior, para 0,5%, e ainda mais dados do mercado imobiliário com os números das vendas de imóveis pendentes que deverão mostrar uma desaceleração de 1,4% para 1,3%.

Christine Lagarde irá falar na Cimeira Internacional da Fundação COTEC, em Veneza.

Donald Trump deverá dar uma conferência de imprensa na Cimeira do G7, em França.


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