Amanhã destacamos
Mais bancos centrais
Nesta quinta-feira as atenções continuam a ir para as decisões de política monetária, desta vez no Reino Unido, Suíça e Noruega, onde não são esperadas alterações nas respectivas taxas de juro
O Banco de Inglaterra deverá manter a taxa directora em 3,75% na reunião desta semana, num contexto em que o conflito no Médio Oriente alterou profundamente as perspectivas para a política monetária britânica em 2026, com os mercados a admitir agora a possibilidade de subidas, em vez dos cortes que se antecipavam no início do ano. As atenções estarão colocadas no resultado da votação da MPC. Provavelmente 7-2 para a manutenção, um número maior de votos para subida de taxas poderá trazer algum impulso à libra.
O Banco Nacional Suíço deverá manter a sua taxa de juro nos 0%, com os mercados a estarem atentos à sua disponibilidade para intervir no mercado cambial por forma a contrariar uma apreciação rápida e excessiva do franco suíço, que ameaçaria a estabilidade dos preços no país.
O Norges Bank surpreendeu os mercados em Maio ao subir a taxa directora de 4% para 4,25%, numa decisão motivada pela inflação persistentemente acima da meta e que publicará o novo Relatório de Política Monetária em conjunto com a decisão de Junho, tornando esta reunião uma das mais relevantes do ano em termos de comunicação. O consenso aponta para que mantenha inalterada a sua taxa directora, mas com a inflação a teimar em não ceder de forma sustentada, a pressão continua sobre o Norges Bank. Alguns membros do conselho já defendiam uma subida na reunião de Março, o que reforça a perspectiva de que o aperto ainda não está concluído, com analistas a considerarem que Maio poderá revelar-se apenas como o primeiro de mais movimentos ascendentes.
Na agenda económica, é para o Reino Unido que vai o destaque do dia. Iremos ter dados do mercado de trabalho, antes da decisão de taxas do BoE. A taxa de desemprego deverá manter-se nos 5%. A variação do emprego deverá mostrar uma desaceleração dos 148 mil no mês de Março para 80 mil em Abril. O crescimento médio salarial, incluindo bónus, deverá abrandar dos 4,1% para 4,0%. O número de pedidos de subsídio de desemprego deverá mostrar uma diminuição dos 26,5 mil em Abril, para 10 mil em Maio e o número de empregos deverá mostrar uma queda de 80 mil, após os 100 mil registados em Abril.
À tarde, nos Estados Unidos, iremos ter a divulgação do índice manufactureiro do Fed de Filadélfia, onde as estimativas apontam para uma subida dos -0,4 do mês passado para 11,4, e ainda os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, com as estimativas a mostrarem uma queda dos 229 mil da semana anterior para 225 mil.