Café da Manhã
Em correcção
Os mercados accionistas recuam dos máximos históricos, com os investidores a realizarem mais-valias no sector tecnológico e a reduzirem o risco, enquanto aguardam avanços nas negociações entre os EUA e o Irão.
Nos Estados Unidos, a sessão de ontem terminou sem uma direcção definida, com o S&P 500 e o Nasdaq a encerrarem em baixa (-0,37% e -1,33%, respectivamente), pressionados pelas perdas registadas no sector tecnológico. A Alphabet recuou cerca de 5%, enquanto a SpaceX tombou mais de 10%, num contexto em que os investidores começam a questionar a sustentabilidade dos elevados investimentos em infra-estruturas ligadas à inteligência artificial, que têm suportado grande parte da recente valorização de Wall Street.
Pela positiva, o Dow Jones conseguiu fechar em alta (+0,29%), beneficiando do desempenho dos sectores industrial e da saúde. A Micron Technology destacou-se entre os ganhos, avançando mais de 19% antes da divulgação dos seus resultados trimestrais.
O sentimento dos investidores foi ainda condicionado pela subida das yields das obrigações do Tesouro norte-americano, enquanto a queda dos preços do petróleo, após sinais de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão, ajudou a aliviar parte das preocupações em torno da inflação.
Esta noite, na Ásia, os investidores seguiram os seus congéneres norte-americanos que se afastaram do sector tecnológico.
No Japão, após um início de semana a atingir novos máximos, o índice Nikkei terminou a sessão a cair 3,46% e o Topix 2,56%.
Na Austrália, o índice ASX 200 recuou 0,33%, enquanto na Coreia do Sul o Kospi afundou 9,99% com os investidores a questionarem se os ganhos dos gigantes do sector dos semicondutores, após meses de forte desempenho, não estariam sobrevalorizados.
Na China, o índice CSI300 caiu 2,77%, o Shanghai Composite 1,37% e o Hang Seng, de Hong Kong, 1,89%.
Na Índia, o índice Nifty 50 segue de momento a perder 0,81% e o Sensex 0,67%.
Os mercados accionistas europeus estão a começar também o dia a seguir os movimentos anteriormente registados pelas bolsas norte-americanas e asiáticas, seguinte em perdas significativas.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a cair 1,20% e o Euro Stoxx 50 1,40%.
Na Alemanha, o índice DAX perde 1,44%, o CAC 40, de França, 1,03%, e no Reino Unido, o índice FTSE 100 0,90%.
No mercado cambial o dólar continua a sua tendência em alta. O índice DXY está a começar o dia a negociar a registar novos máximos de mais de um ano ao negociar acima de 100,90, enquanto o EUR/USD atinge um novo mínimo deste ano a 1,1409.
A libra volta a negociar em ganhos, com os investidores a receberem bem a notícia da demissão de Keir Starmer e a forte probabilidade de terem Andy Burnham como primeiro-ministro. O GBP/USD recuperou de níveis abaixo de 1,3200, para negociar de momento a 1,3240, enquanto o EUR/GBP recuou dos máximos a 0,8680, para negociar de momento a 0,8625.
Já o iene segue a negociar em baixo. O diferencial de taxas entre o iene e o dólar continua a impulsionar o USD/JPY, que continua perto de máximos dos últimos dois anos, o USD/JPY segue de momento a negociar a 161,45 enquanto o EUR/JPY recua para a 184,20.
O franco suíço segue a negociar em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar de momento a 0,8090 e o EUR/CHF a 0,9240.
Os preços do petróleo voltaram ontem a cair de forma significativa, depois de Washington e Teerão terem definido um roteiro para a conclusão de um acordo final nos próximos 60 dias. Como parte deste entendimento, os Estados Unidos avançaram com o levantamento de sanções ao Irão, abrindo espaço para um aumento da oferta global através do regresso do petróleo iraniano aos mercados internacionais.
O Brent segue de momento a negociar a 77,40 dólares por barril e o do WTI a 73,50.