Café da Manhã
À procura de estabilidade

Café da Manhã À procura de estabilidade

Os mercados accionistas iniciam a sessão desta quarta-feira numa tentativa de estabilização, após as fortes perdas registadas na véspera, num movimento liderado pelas quedas acentuadas do sector tecnológico.

Ontem, os mercados accionistas norte-americanos encerraram em queda, pressionados pela continuação das vendas no sector tecnológico. Os investidores mantêm-se cada vez mais atentos ao forte investimento em inteligência artificial, questionando se os elevados montantes aplicados pelas empresas irão traduzir-se em retornos suficientes nos próximos anos.
O Nasdaq e o S&P 500 terminaram em mínimos de mais de uma semana, penalizados sobretudo pelo sector dos semicondutores, numa altura em que os mercados também se preparam para a possibilidade de uma Reserva Federal mais restritiva. O índice Philadelphia Semiconductor recuou 7,9%, reflectindo a crescente cautela dos investidores perante o aumento do endividamento associado à corrida pela inteligência artificial.
No fecho da sessão, o Nasdaq liderou as perdas ao cair 2,22%, enquanto o S&P 500 recuou 1,44%. Já o Dow Jones registou uma descida mais moderada de 0,09%, beneficiando da sua menor exposição ao sector tecnológico.

Esta noite, na Ásia, os mercados oscilaram entre ganhos e perdas para terminarem mistos.
No Japão o índice Nikkei terminou a sessão a recuar 0,81% e o Topix 0,67%. Na Austrália, o índice ASX 200 avançou 0,24%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuperou 3,26%, ajudado por notícias de que a Samsung poderia anunciar uma recompra de ações.
Na China, o índice CSI300 avançou 0,48%, o Shanghai Composite 0,11% e o Hang Seng 0,43%.
Na Índia, os índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a ganhar cerca de 0,90%.

Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia sem uma direcção bem definida.
O índice Euro Stoxx 600 e Euro Stoxx 50 seguem de momento a recuar 0,05% e 0,15%, respectivamente.
Na Alemanha, o índice DAX perde 0,76%, enquanto o CAC 40, de França, avança 0,17% e o FTSE 100, no Reino Unido, 0,05%.

No mercado cambial, o dólar mantém a trajectória de valorização face às principais divisas internacionais. O índice DXY ultrapassou a marca dos 101 pontos, um nível que não era observado desde Maio de 2025. Face ao iene, a moeda norte-americana continua a negociar próxima dos máximos dos últimos dois anos, nos 161,95 ienes, enquanto perante a libra esterlina se mantém junto dos máximos de um ano, nos 1,3155 dólares por libra. Já face ao franco suíço, o dólar atinge os 0,8100 francos, o valor mais elevado registado este ano.
Por sua vez, o euro permanece sob pressão face às principais moedas. O par EUR/USD negoceia abaixo de 1,1400 pela primeira vez este ano, seguindo actualmente nos 1,1360 dólares por euro. A moeda única europeia regista igualmente perdas face ao iene, à libra esterlina e ao franco suíço, negociando abaixo dos 184 ienes, nos 0,8610 libras e nos 0,9215 francos suíços, respectivamente.

Os preços do petróleo continuam a afastar-se dos máximos atingidos durante o período de maior tensão provocado pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irão. Os investidores mantêm-se optimistas quanto à possibilidade de um acordo de paz duradouro entre as duas partes, após a assinatura do memorando de entendimento, reduzindo assim o prémio de risco geopolítico incorporado nos preços da energia. A pressionar adicionalmente as cotações está a suspensão das sanções norte-americanas sobre as exportações petrolíferas iranianas, uma medida que poderá contribuir para um aumento da oferta global nos próximos meses.
O Brent negoceia em mínimos desde o início do conflito no Médio Oriente, abaixo dos 76 dólares por barril e o WTI em torno dos 72 dólares.


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