Café da Manhã
Confiança de volta
O sector tecnológico, em particular ligado à Inteligência Artificial, voltou a liderar os ganhos, com a confiança dos investidores reforçada pelos resultados da Micron e por perspectivas de procura robusta nos próximos trimestres.
Os resultados da Micron superaram as expectativas ao destacar a forte procura pelos seus chips de memória, o que foi suficiente para reavivar a subida impulsionada pela IA, à medida que os investidores deixaram de lado, por enquanto, as preocupações com as avaliações e a procura.
Os mercados accionistas norte-americanos, enquanto esperavam pelos resultados da Micron, encerraram a sessão sem uma tendência definida, com a continuação das vendas no sector tecnológico a voltar a pressionar os principais índices. Os investidores mantêm algumas reservas em relação às avaliações elevadas de várias empresas ligadas à inteligência artificial e ao sector tecnológico, numa altura em que aumenta o escrutínio sobre o potencial de crescimento futuro.
Por outro lado, a queda dos preços do petróleo, impulsionada pela estabilização da situação geopolítica no Médio Oriente, beneficiou as empresas ligadas às viagens e ao transporte aéreo, ajudando a sustentar o desempenho do mercado em geral.
No fecho da sessão, o Dow Jones valorizou 0,35%, apoiado pelos ganhos nos sectores mais sensíveis à descida dos custos energéticos. Já o S&P 500 recuou 0,09% e o Nasdaq perdeu 0,43%, penalizados pelas novas quedas registadas no sector tecnológico.
Esta noite, na Ásia, as ações dispararam após os fortes resultados e previsões da Micron terem ajudado a aliviar algumas preocupações com a forte subida da IA, que impulsionou as ações globais para máximos históricos.
No Japão, o índice Nikkei ganhou 4,69% terminando em torno dos máximos recorde e o Topix avançou 1,33%.
Na Austrália, o índice recuou 0,68%, após dados positivos do mercado de trabalho, enquanto na Coreia do Sul, o índice Kospi voltou a liderar os ganhos ao disparar 5,42%.
Na China, o índice CSI300 avançou 1,56% e o Shanghai Composite 0,23%, enquanto o Hang Seng recuou 1,41%.
Na Índia, os principais índices Nifty 50 e Sensex seguem de momento a avançar 0,70%.
Os mercados accionistas europeus estão também a começar o dia em alta, com a confiança dos investidores a voltar.
O índice Euro Stoxx 600 segue de momento a avançar 0,48% e o Euro Stoxx 50 0,66%.
Na Alemanha, o índice DAX ganha 0,61%, o CAC 40, de França 0,19% e no Reino Unido, o FTSE 100, 0,16%.
No mercado cambial, o dólar regista uma ligeira correcção, numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação do core PCE, a medida de inflação preferida da Reserva Federal norte-americana. O índice DXY recua dos máximos de ontem, nos 101,55 pontos, para negociar actualmente em torno dos 101,30 pontos, enquanto o EUR/USD recupera do mínimo de 1,1324 para os 1,1360.
A libra esterlina segue sob pressão face ao dólar, com o GBP/USD a manter-se abaixo dos 1,3200, ao passo que se mantém face ao euro com o EUR/GBP a negociar a 0,8620. Também o iene continua a perder terreno face ao dólar, com o USD/JPY a manter-se próximo dos máximos dos últimos dois anos, enquanto o EUR/JPY permanece abaixo da marca dos 184 ienes, negociando actualmente nos 183,85.
Também o franco suíço continua a enfraquecer face à moeda norte-americana, com o USD/CHF a negociar acima dos 0,8100, tendo atingido ontem um nível que não era observado desde Agosto de 2025 a 0,8140. Face ao euro, porém, a moeda suíça mantém-se relativamente estável, com o EUR/CHF a negociar em torno dos 0,9220.
Nos mercados da energia, os preços do petróleo seguem a negociar em queda, regressando a níveis observados imediatamente antes do início do conflito entre os Estados Unidos e o Irão. A redução do prémio de risco geopolítico continua a pressionar as cotações, à medida que os investidores antecipam uma normalização do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz. Adicionalmente, declarações de Donald Trump, indicando que o Irão não pretende impor taxas de passagem aos navios que utilizem esta rota estratégica, contribuíram para reforçar o sentimento de alívio nos mercados.
O Brent negoceia em torno dos 73 dólares por barril, um nível que não era registado desde o início do conflito, enquanto o WTI transacciona abaixo dos 70 dólares por barril.