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Os mercados accionistas preparam-se para terminar o trimestre em alta, apesar de um conflito no Médio Oriente que ameaçou levar uma crise energética sem igual, e interromper a cadeia de abastecimentos global

Ontem, as bolsas norte-americanas iniciaram a semana em alta, beneficiando do alívio das tensões no Médio Oriente e de um regresso do apetite pelo risco.
A manutenção do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, apesar de algumas violações durante o fim de semana, ajudou a reduzir os receios de uma escalada do conflito e devolveu optimismo aos mercados. Em simultâneo, os investidores aproveitaram a recente correcção das grandes tecnológicas para regressarem ao sector, mantendo a convicção de que o investimento em inteligência artificial continuará a suportar o crescimento dos lucros empresariais.
A percepção de que a independência da Reserva Federal permanece salvaguardada, com o Supremo Tribunal dos EUA a impedir Donald Trump de afastar Lisa Cook contribuiu para um sentimento mais positivo.
Entre os destaques da sessão, a SpaceX subiu mais de 7%, após ser anunciada a sua entrada no índice Nasdaq 100, enquanto a Alphabet avançou perto de 5% no primeiro dia de negociação como membro do Dow Jones.
No fecho, o índice Dow Jones valorizou 0,59%, atingindo um novo máximo histórico de fecho. O S&P 500 ganhou 1,18% e o Nasdaq liderou as subidas, com uma valorização de 2,07%, impulsionado pelo forte desempenho do sector tecnológico.

Esta noite, os mercados accionistas asiáticos encerraram a última sessão do trimestre maioritariamente em alta, beneficiando da divulgação de indicadores económicos que reforçaram a resiliência da actividade na região. O índice MSCI Ásia-Pacífico valorizou cerca de 1,4%, culminando o seu melhor trimestre em quase 17 anos.
Na China, os indicadores de actividade industrial e de serviços referentes a Junho superaram as expectativas do mercado, com a robustez das exportações a continuar a compensar a moderação da procura interna. Já no Japão, a produção industrial cresceu 0,5% em Maio, enquanto a taxa de desemprego se manteve nos 2,5%, confirmando a solidez do mercado de trabalho.
Entre os principais índices, o Nikkei avançou 1,11%, o CSI 300 ganhou 1,07%, o Kospi sul-coreano valorizou 0,97% e o Shanghai Composite subiu 0,50%. Em sentido contrário, o Hang Seng de Hong Kong encerrou a sessão com uma queda de 0,67%.

Na Europa, os mercados accionistas iniciaram a sessão em terreno positivo, apoiados por um conjunto de indicadores económicos que reforçaram a expectativa de uma desaceleração da inflação, sem comprometer o ritmo de crescimento da actividade económica.
Em França, a inflação homóloga abrandou de 2,4% para 1,8% em Junho, enquanto na Alemanha as vendas a retalho cresceram 1,8% em Maio, acima do esperado. No Reino Unido, foi confirmada uma expansão de 0,6% da economia no primeiro trimestre.
De momento, o Euro Stoxx 600 avançava 0,66%, enquanto o Euro Stoxx 50 ganha 0,80%. Entre os principais mercados nacionais, o DAX alemão sobe 0,90%, o CAC 40 francês valoriza 0,43% e o FTSE 100 londrino regista uma subida de 0,40%.

No mercado cambial, o dólar continua a negociar em alta, numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação de um conjunto alargado de indicadores económicos nos Estados Unidos, com especial destaque para os dados do mercado de trabalho. O índice DXY segue a negociar acima dos 101 pontos, após uma ligeira correcção que o levou ontem a um mínimo de 100,85, enquanto o EUR/USD negocia em torno dos 1,1400.
A libra esterlina mantém a tendência positiva, com o GBP/USD a negociar em torno dos 1,3250, enquanto o EUR/GBP segue nos 0,8615.
Já o iene permanece sob pressão, com o USD/JPY a negociar acima dos 162,00, um nível que não era observado desde 1986 e que volta a aumentar a atenção dos mercados para uma eventual intervenção das autoridades japonesas. O EUR/JPY acompanha este movimento, negociando em torno dos 185,00.
O franco suíço segue a transacionar em torno dos recentes níveis, com o USD/CHF a negociar abaixo dos 0,8100, enquanto o EUR/CHF se mantém relativamente estável em torno dos 0,9225.

Os preços do petróleo mantêm-se próximos dos mínimos dos últimos quatro meses, numa fase em que os mercados continuam a acompanhar a frágil estabilidade do cessar-fogo no Médio Oriente. O Brent negoceia em torno dos 73,50 dólares por barril, enquanto o WTI segue próximo dos 70,00 dólares.


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