Amanhã destacamos
Bancos centrais
Uma quarta-feira bastante ligeira de dados económicos onde as atenções começam por ir para a decisão de taxas na Nova Zelândia e para a divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos
Esta noite, na Nova Zelândia, os mercados irão estar atentos à decisão de taxas do Reserve Bank of New Zealand, onde as expectativas se dividem entre a manutenção dos actuais 2,25% da sua taxa de juro e a possibilidade de vermos uma subida de 25 pontos base. Os mercados estão atentos à comunicação, se bem que concordam que poderá ser uma manutenção “hawkish” ou uma subida “dovish”.
No final do dia, iremos ter a divulgação das minutas da última reunião de política monetária da FOMC.
Na semana passada, o relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos revelou uma criação de emprego abaixo do esperado, levando os mercados a reduzir as expectativas de uma subida urgente nas taxas de juro no curto prazo. As minutas poderão ser agora determinantes para perceber se os responsáveis de política monetária partilham uma visão mais ou menos moderada. Um tom mais cauteloso poderá reforçar a convicção de que a possibilidade de um aperto monetário está a perder intensidade. Pelo contrário, se os documentos revelarem uma preocupação persistente com a inflação, os investidores poderão voltar a antecipar uma trajectória mais agressiva para as taxas de juro nos próximos meses.
No Japão, esta noite, iremos ter os números da conta-corrente, onde as previsões apontam para um excedente de 3,2 triliões de ienes, reduzindo dos 4,21 triliões do mês anterior, e ainda o índice dos observadores económicos que deverá mostrar uma subida de 43,6 para 44,6.
À tarde, nos Estados Unidos, teremos os números do crédito ao consumo de Maio, com as previsões a apontarem para 17,6 mil milhões de dólares, após 20,7 mil milhões em Abril.
Iremos poder ainda ouvir Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, que participará num painel de discussão intitulado “A nossa economia em tempos incertos - Será que a Europa conseguirá acompanhar?”, na embaixada alemã, em Liubliana, Eslovénia.