Café da Manhã
Inflação alivia mercados

Café da Manhã Inflação alivia mercados

Os mercados receberam com optimismo a inflação nos EUA, que reduziu as expectativas de uma subida de juros pela Fed em Setembro. O petróleo recua dos máximos recentes, enquanto o dólar recupera terreno.

A inflação norte-americana confirmou, em Julho, as expectativas dos mercados. O índice de preços no consumidor subiu 0,1% em termos mensais e 3,4% em termos homólogos, enquanto a inflação subjacente avançou 0,2% no mês e 2,5% em termos anuais. Ambos os indicadores ficaram em linha com o esperado.

Apesar da leitura sem surpresas, os mercados interpretaram os dados de forma positiva, sobretudo perante a desaceleração da inflação subjacente para o nível mais baixo dos últimos cinco anos. A leitura reforça a ideia de que a Fed poderá dispor de maior margem para avaliar a evolução da economia antes de alterar a política monetária.

A probabilidade implícita de uma subida de 25 pontos base em Setembro recuou para 40%, enquanto a manutenção das taxas passou a ser avaliada em 60%, segundo a FedWatch Tool da CME.

Em Wall Street, os resultados positivos do sector tecnológico ajudaram a reforçar o optimismo. O Nasdaq 100 avançou 0,54% e o S&P 500 ganhou 0,26%, aproximando-se novamente dos máximos históricos. O Dow Jones, pelo contrário, encerrou praticamente inalterado, com uma queda marginal de 0,04%.

Na Ásia, o sentimento positivo prolongou-se, com o Nikkei 225 a subir 1,24% e o Kospi a destacar-se com uma valorização de 3,56%, impulsionado pelo sector dos semicondutores. O Hang Seng avançou 0,28%, enquanto os mercados chineses terminaram em terreno negativo.

Na Europa, as principais bolsas iniciaram a sessão em alta, com o DAX a ganhar 0,43%, o Euro Stoxx 50 0,57% e o CAC 40 0,32%. No Reino Unido, o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre, mas o FTSE 100 iniciou a sessão praticamente inalterado.

No mercado petrolífero, os preços corrigem dos máximos da semana, pressionados pela revisão em baixa das previsões para a procura mundial de petróleo e pelos receios de um impacto mais prolongado do conflito no Médio Oriente sobre a economia global.
A situação no Estreito de Ormuz continua, contudo, a limitar uma correcção mais acentuada. Estados Unidos e Irão permanecem num impasse quanto a uma solução para o conflito, mantendo elevada a incerteza sobre o futuro da circulação marítima numa das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
O Brent negoceia em torno dos 87,85 dólares por barril, enquanto o WTI ronda os 82,15 dólares.

No mercado cambial, o dólar recupera dos mínimos recentes, apesar da leitura benigna da inflação norte-americana. O índice DXY voltou a superar os 99,80 pontos, enquanto o EUR/USD recua para 1,1525.
A recuperação do dólar poderá reflectir uma reavaliação das expectativas dos investidores: embora os dados de inflação tenham reduzido a pressão para uma subida de juros em Setembro, a manutenção de uma inflação ainda acima do objectivo da Fed e a resiliência da economia continuam a recomendar prudência.
No Japão, o iene mantém-se próximo dos mínimos recentes, com o USD/JPY em torno de 159,40 e o EUR/JPY abaixo de 184,00. A expectativa de que o Banco do Japão possa voltar a subir as taxas em Setembro ou Outubro limita, ainda assim, a pressão sobre a moeda japonesa.
A libra permanece relativamente estável após os dados preliminares do PIB britânico, com o GBP/USD abaixo de 1,3500, depois de ter atingido ontem 1,3545. O EUR/GBP negoceia em 0,8550.
O franco suíço continua igualmente pressionado, com o USD/CHF em 0,8135 e o EUR/CHF em 0,9375.


O que pensa sobre este tema?