Amanhã destacamos
Bancos Centrais

Amanhã destacamos Bancos Centrais

Os bancos centrais da Nova Zelândia e do Canadá dão início às decisões de política monetária deste mês de Setembro

Esta noite, o Reserve Bank of New Zealand deverá subir as taxas de juro em 25 pontos base, em linha com as expectativas do mercado. A decisão parece estar totalmente descontada, pelo que a atenção estará sobretudo na orientação para os próximos meses.
O banco central neozelandês deverá manter a porta aberta a novas subidas, mas as expectativas do mercado para 2027 parecem particularmente agressivas. As novas projecções poderão, contudo, introduzir algum risco de revisão em baixa. Os preços do petróleo estão abaixo dos níveis assumidos nas previsões anteriores, reduzindo potencialmente as pressões inflacionistas.

À tarde, o Banco do Canadá deverá manter as taxas de juro inalteradas, apesar do aumento dos riscos para a economia provocado pelas novas tarifas norte-americanas e pela subida dos preços do petróleo.
Os últimos dados económicos permitem, contudo, alguma tranquilidade. O PIB cresceu 3,2% em termos anualizados no segundo trimestre e a inflação subjacente tem permanecido próxima do objectivo desde Abril.
O actual nível de tarifas ainda não parece suficiente para travar a recuperação económica, mas uma nova escalada da guerra comercial com os EUA poderá alterar o cenário. Nesse caso, as subidas de juros esperadas para 2027 poderão ser adiadas ou, num cenário mais adverso, substituídas por cortes.
Por agora, o Banco do Canadá deverá permanecer em modo de espera, avaliando o impacto efectivo das tarifas antes de definir os próximos passos.

Ainda na Nova Zelândia, teremos os números das licenças de construção do mês de Julho que, após a queda no mês anterior de 3,6%, deverão mostrar agora um aumento de 2,5%.

Na Austrália, as atenções vão para os números do crescimento económico do segundo trimestre, onde as previsões apontam para um PIB a crescer em termos trimestrais 0,2%, desacelerando dos 0,3% registados no primeiro trimestre, com a medida homóloga a desacelerar dos 2,5% para 1,6%.

À tarde, nos Estados Unidos, teremos os números privados do emprego ADP onde o consenso aponta para a criação de 49 mil postos de trabalho, acima dos 44 mil apresentados no mês passado. Teremos também os dados das encomendas às fábricas, que após a redução de 0,3% no mês de Junho, deverão voltar a mostrar uma queda em Julho, desta vez de 0,1%, e ainda a divulgação do relatório do Beige Book da Fed.


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