EUR/USD
Semanal

EUR/USD  Semanal

A volatilidade do EUR/USD voltou a cair, não por falta de motivos, mas antes por falta de convicção do mercado, que segue entre avanços e recuos nas expectativas de subida de taxas da Fed.

O EUR/USD começou a semana a recuperar das perdas registadas no final da semana anterior, depois de as inesperadas palavras mais duras de Kevin Warsh terem levado os mercados a acreditar novamente na possibilidade de uma subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal, já na reunião de 16 de Setembro. As probabilidades continuavam a favorecer uma subida das taxas da Fed na reunião deste mês.

Os dados da inflação na Zona Euro saíram em linha com o esperado, com a inflação a subir de 2,9% para 3,3% e a inflação subjacente a recuar de 2,5% para 2,4%. Apesar de a inflação sem energia e alimentos mostrar um comportamento benigno, a inflação total nos 3,3% parece manter sobre a mesa a possibilidade de uma subida das taxas de juro do BCE na reunião de política monetária desta semana.

Entretanto, Christopher Waller falou sobre taxas de juro, inflação e crescimento económico no “Reuters NEXT Newsmaker Interview”, e o mercado voltou a abanar.
Quando se esperava por um Waller mais alinhado com a recente posição mais hawkish de Warsh, eis que Waller voltou a colocar o seu chapéu “dove”. Caso os dados da inflação desta semana não surpreendam em alta, a sua votação na reunião deste mês de Setembro será pela manutenção dos actuais níveis das taxas de juro.

As expectativas do mercado voltaram a alterar-se, recuando dos níveis que tinham atingido com Warsh. Mas foi sol de pouca dura! Os números dos nonfarm payrolls surpreenderam fortemente o mercado. O número de postos de trabalho aumentou em 162 mil em Agosto, face aos cerca de 55 mil esperados, enquanto o número do mês anterior foi ainda revisto de uma redução de 23 mil postos para um aumento de 21 mil.
O mercado voltou a alterar, uma vez mais, as suas expectativas relativamente ao desfecho da próxima reunião da Fed, acreditando de novo na possibilidade de uma subida das taxas de juro.

Com tudo isto, poderíamos pensar que o EUR/USD tinha registado uma volatilidade adicional durante toda a semana, mas não. Manteve-se num curto intervalo entre um mínimo de 1,1566 e um máximo de 1,1641.

As dúvidas relativamente ao dólar continuam a aumentar. Os preços das obrigações de mais longo prazo continuam a cair, levando as yields para máximos dos últimos anos. O “debasement trade” parece continuar a assombrar o dólar. Talvez o mercado esteja mesmo a aguardar pelo que se vai passar na reunião de 16 de Setembro do FOMC.

Mas antes teremos de lidar com os dados da inflação dos Estados Unidos desta semana. Os últimos dados que poderão ser decisivos para os mercados perceberem se a Fed vai mesmo subir as taxas este mês ou se as irá manter nos níveis actuais. As previsões apontam para uma subida mensal dos preços de 0,4%, acelerando dos 0,1% registados em Julho, com a inflação homóloga a manter-se nos 3,4%. Já a inflação subjacente, sem os preços da energia e dos alimentos, deverá recuar de 2,5% para 2,4%, com os preços a registarem um aumento mensal de 0,2%. Um valor acima do esperado deverá reforçar as probabilidades de uma subida das taxas, enquanto uma leitura mais benigna da inflação poderá favorecer a manutenção dos actuais níveis das taxas de juro.

Por mim, começo a pôr em dúvida que o EUR/USD rompa o actual intervalo, um pouco mais largo, entre 1,1560 e 1,1710, antes da reunião de 16 de Setembro, excepto se a leitura do CPI sair bastante fora das estimativas. Na semana passada perguntava se os dados do relatório do emprego iriam validar ou não as expectativas de subida de taxas. A resposta foi positiva, mas o resultado não levou nem a ganhos do dólar, nem a um aumento da volatilidade.

Ainda assim, em minha opinião, uma inflação a surpreender consideravelmente em alta poderá levar o EUR/USD a testar os 1,1500, enquanto um abrandamento considerável na subida dos preços poderá impulsionar o EUR/USD até aos 1,1800. Tudo isto, claro, se o Banco Central Europeu aumentar as suas taxas de juro em 25 pontos base, como amplamente esperado pelo mercado, e as suas projecções, bem como a posterior conferência de imprensa de Christine Lagarde, não apontarem para uma continuação explícita do ciclo de subidas de taxas de juro na Zona Euro.



Tecnicamente

Gráfico EUR/USD semanal

Fonte XTB xStation 5


O EUR/USD registou mais uma semana de fraca volatilidade, mantendo-se bem dentro do intervalo das duas semanas anteriores, junto à base desse intervalo e acima da média móvel das 21 semanas.

O momentum do par mantém-se construtivo, embora a linha de MACD se encontre ainda abaixo da linha neutra.

Por aqui nada de novo

O romper na semana anterior da então resistência dada pela MM das 21 semanas, agora a 1,1577, mantém o par direccionado para um teste ao limite superior da área mais apertada de consolidação, nos 1,1830.

A vela da semana passada configura uma inside candle em relação à semana anterior. Um break acima do máximo semanal de 1,1710 poderá projectar o par para um teste à resistência dos 1,1830. Já uma quebra abaixo do mínimo da semana anterior em 1,1560 poderá sinalizar um falso rompimento da MM de 21 semanas, colocando novamente o par a caminho do suporte em 1,1465, base da área de consolidação mais apertada, antes do suporte em 1,1390 e do mínimo do ano em 1,1324.

Gráfico EUR/USD diário

Fonte XTB xStation 5

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O comentário é disponibilizado todas as manhãs, tentativamente entre as 10h00 e as 10h30.

O EUR/USD, após as perdas registadas na semana anterior, negociou na semana passada em correcção, mantendo-se entre os 38,2% Fibonacci retracement do movimento mínimo de Julho/máximo de Agosto e a média móvel dos 200 dias, que tinha voltado a quebrar em baixa na semana anterior.

O MACD continua acima da linha neutra, mas abaixo da linha de Sinal, sinalizando a possibilidade de uma inversão do momentum ascendente do EUR/USD.

O primeiro objectivo da correcção do movimento 1,1353/1,1710, a 1,1574, dado pelos 38,2% Fib desse mesmo movimento foi atingido. O preço na semana passada manteve-se entre esse objectivo (1,1574) e a MM 200 dias (1,1631).

O romper da resistência dada pela MM 200 dias (de momento a 1,1631) poderá colocar de novo o par na tendência ascendente que registava antes de iniciar a correcção há duas semanas, com a primeira e próxima referência a estar no recente máximo a 1,1710.

O quebrar do suporte de 1,1580, em torno dos 38,2% Fib mencionado acima, poderá levar o par para uma correcção mais ampla do movimento já mencionado, com o próximo objectivo a poder estar nos 61,8% Fib retracement do mesmo movimento, a 1,1490, que se encontra no meio do suporte dado pela Nuvem de Ichimoku diária 1,1439/1,1505.


Resistências - Suportes

1,1631 - 1,1580

1,1710 - 1,1490

1,1830 - 1,1390


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