Amanhã destacamos
Banco Central Europeu

Amanhã destacamos Banco Central Europeu

O destaque do dia começa por ir para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu, com as atenções do mercado a irem mais tarde para os números dos preços às portas das fábricas norte-americanas

O destaque do dia vai para a reunião do BCE que deverá voltar a subir as suas taxas de juro em 25 pontos base, levando a taxa de depósitos de 2,25% para 2,50%, um aumento descontado já pelos mercados. A aceleração da inflação da zona euro para 3,3% em Agosto, sobretudo devido aos preços da energia, e a resiliência da economia deverão justificar este novo aumento. As novas projeções económicas do BCE serão, por isso, importantes para perceber o que poderá acontecer depois de Setembro.
O foco estará sobretudo no discurso de Christine Lagarde e nas novas projecções, procurando sinais sobre se os 2,50% representam o pico das taxas ou apenas mais uma etapa num ciclo que poderá prolongar-se caso as pressões inflacionistas se intensifiquem.

Ainda relativamente a bancos centrais, iremos ter a reunião do Banco Central da Turquia, que deverá manter a sua taxa inalterada nos 37%.
O BCT deu, no final de Agosto, um passo relevante no sentido de normalizar as condições de liquidez do sistema, ao retomar os seus leilões semanais. Esta medida técnica teve um efeito imediato e visível: o custo efectivo de financiamento recuaram directamente para o nível da taxa directora depois de terem estado ancorados nos 40%.

As atenções estarão também bem focadas nos primeiros dados da inflação norte-americana do mês de Agosto.
Nos Estados Unidos, os dados da inflação à porta das fábricas, após a estabilidade de preços mostrada no mês de Julho, deverão em Agosto mostrar uma subida mensal de 0,4%. Se excluídos os alimentos e a energia, o índice de preços no produtor de Agosto deverá mostrar um aumento de 0,3%, acelerando dos 0,2% do mês anterior.

Mas haverá mais nesta quinta-feira.

No Reino Unido, o RICS House Price Balance, segundo as estimativas, deverá mostrar uma queda de -30 para -31.

Na Zona Euro, é a vez de Itália apresentar os números da produção industrial, que após a queda de 1% mostrada em Junho, deverá em Julho mostrar um aumento de 0,3%, e na Alemanha iremos ter os números finais dos preços do mês de Agosto.

Nos Estados Unidos, teremos ainda os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego que deverão continuar em torno dos 205 mil, e as vendas de imóveis existentes, onde as estimativas apontam para um redução de 0,2%, desacelerando da queda do mês anterior de 1,7%.


O que pensa sobre este tema?