Café da Manhã
E ainda o Médio Oriente

Café da Manhã E ainda o Médio Oriente

A escalada do conflito entre os EUA e o Irão volta a pressionar os mercados. O Brent supera os 100 dólares, as yields norte-americanas sobem e as bolsas recuam, enquanto o BCE se prepara para nova subida de taxas.

A escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão voltou a penalizar os mercados, com o aumento da tensão no Médio Oriente a pressionar as bolsas, o petróleo e o mercado obrigacionista. O Irão afirmou estar preparado para uma guerra mais intensa e ameaçou aumentar os ataques de retaliação caso Washington continue a atingir o seu território e infraestruturas.

A tensão estendeu-se ao Estreito de Ormuz, depois de o Irão ter afirmado ter atacado dez navios, na sequência do afundamento de cinco petroleiros iranianos pelos Estados Unidos. A possibilidade de novas perturbações no transporte de petróleo voltou a colocar o mercado energético sob pressão, com o Brent a superar os 100 dólares por barril pela primeira vez desde Julho.
O Brent negoceia agora em torno dos 101,25 dólares, enquanto o WTI ronda os 98,25 dólares.

A subida do petróleo voltou também a aumentar os receios de inflação e de uma política monetária global mais restritiva. Nos Estados Unidos, a tentativa do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de travar a pressão sobre a dívida através do aumento para 6 mil milhões de dólares das recompras de obrigações de longo prazo não conseguiu inverter as perdas. A yield das Treasuries a 10 anos avançou para máximos de três anos.

O ambiente de maior aversão ao risco penalizou Wall Street. O Dow Jones recuou 0,77%, o Nasdaq perdeu 0,64% e o S&P 500 caiu 0,48%.
Na Ásia, a tendência manteve-se maioritariamente negativa, com o Hang Seng a destacar-se pela queda de 1,27% e o ASX 200 a recuar 1,03%. O Nikkei contrariou a tendência e avançou 0,14%.
Na Europa, os principais índices iniciaram a sessão praticamente estáveis, com os investidores a aguardarem a decisão do Banco Central Europeu.

No mercado cambial, o dólar permanece próximo dos mínimos de quatro meses, com o DXY a negociar em torno dos 98,70 pontos.
O EUR/USD mantém-se perto dos 1,1635, com as atenções centradas na reunião do BCE e na expectativa de uma nova subida das taxas de juro.
O iene continua a beneficiar da perspectiva de uma política monetária mais restritiva no Japão, depois de Kazuyuki Masu, membro do conselho do Banco do Japão, ter reiterado que o banco central continuará a subir as taxas para garantir que a inflação não ultrapassa o objectivo de 2%. O USD/JPY negoceia nos 153,40, enquanto o EUR/JPY ronda os 178,60.
Entre as restantes principais moedas, o franco suíço e a libra permanecem próximos dos níveis recentes, com o EUR/CHF nos 0,9420, o USD/CHF nos 0,8100, o GBP/USD nos 1,3550 e o EUR/GBP nos 0,8590.


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