EUR/USD
Semanal

EUR/USD  Semanal

Com o mercado convencido de uma subida de taxas de juro nos Estados Unidos já na reunião da Reserva Federal desta semana, será que o EUR/USD continuará a negociar no estreito intervalo das últimas semanas?

O mercado começa a semana convencido de uma subida de taxas nos Estados Unidos na reunião desta semana da Reserva Federal. Mas será uma subida isolada, ou antes o início de um novo ciclo?

A resposta a esta questão poderá dar um novo rumo ao EUR/USD, após meses a negociar dentro de um relativamente estreito intervalo de consolidação, de uma maneira geral entre 1,1400 e 1,1800.

Na semana passada, o preço voltou a negociar praticamente inalterado.

Tivemos um Banco Central Europeu que fez o esperado pelo mercado, subindo as suas taxas em 25 pontos base, mas surpreendeu com uma revisão em alta das suas projecções para a inflação e com Christine Lagarde a deixar tudo em aberto para a próxima reunião, dando sinais de poder estar em cima da mesa um aumento consecutivo de taxas.

Nos Estados Unidos, os dados da inflação mostraram que os preços continuam em alta. Os números vieram relativamente em linha com as estimativas dos mercados, mas a inflação mensal, excluindo energia e alimentos, de 0,29%, ficou acima do esperado, de 0,20%, e ainda mais dos 0,17% necessários para uma convergência para a meta da Fed de 2%.

Curiosamente, o resultado foi uma semana em que o EUR/USD não foi além do intervalo 1,1569/1,1654, claramente muito reduzido, considerando as “surpresas” e os eventos. Isto sem falar nos preços do Brent a chegarem aos 110 dólares por barril e nas fortes vendas nos mercados de obrigações soberanas, que levaram de novo as yields globalmente para máximos dos últimos anos, nalguns casos décadas.

A semana começa com as probabilidades a apontarem para que o BCE volte a subir as suas taxas de juro em Outubro, enquanto dão quase certa uma subida de taxas de juro nos Estados Unidos na reunião desta semana da Fed.

Se esta probabilidade se realizar, os mercados irão estar atentos principalmente à comunicação de Kevin Warsh e aos “dot plot”, se ainda existirem. Na minha opinião, acredito que voltem a ser divulgados, provavelmente sem as projecções de Warsh, tal como aconteceu em Junho.

A concretização da subida de taxas de juro deverá dar novo suporte ao dólar, e colocar pressão sobre o EUR/USD, mas sem algo mais esses ganhos poderão ser contidos. Esse algo mais terá de vir da continuação do tom hawkish do presidente da Fed.

Mas, e sou só eu a pensar, Kevin Warsh foi nomeado por Donald Trump para baixar as taxas de juro. Até agora, não fez mais do que confundir os mercados, ora com falta de orientação futura e uma versão dovish, na conferência de imprensa da reunião de Julho, ora com reacções menos esperadas, com as palavras mais hawkish em Jackson Hole. Os números da inflação mostram agora um caminho em alta, levando a uma escolha que se mostra difícil, mas que deixará de confundir os mercados. Ou sobe a taxa dos Fed Funds e enfrenta a ira do seu empregador, ou mantém as taxas inalteradas e, por mais que o justifique, deverá perder toda a sua credibilidade. Provavelmente, um momento decisivo para o dólar, que cada vez enfrenta mais desconfiança no mercado.

Chamem-me ingénuo, mas ainda acredito que Warsh deverá enfrentar “desta vez” Donald Trump e subir as taxas de juro, deixando tudo em aberto, em mais um passo de mágica para tentar agradar a gregos e a troianos.

Por mim, acredito que o EUR/USD rume esta semana para a base da consolidação entre 1,1400 e 1,1500.

Caso me engane, e Warsh alinhe com a Casa Branca, mantendo as taxas e/ou uma comunicação mais dovish, poderemos assistir a um afastamento dos mercados do dólar, com o EUR/USD a dirigir-se para novos máximos deste ano.



Tecnicamente

Gráfico EUR/USD semanal

Fonte XTB xStation 5


Por aqui nada de novo

O EUR/USD registou mais uma semana de fraca volatilidade, mantendo-se bem dentro do intervalo das semanas anteriores, junto à base desse intervalo e acima da média móvel das 21 semanas.

O momentum do par mantém-se construtivo, embora a linha de MACD se encontre ainda abaixo da linha neutra.

O romper na semana anterior da então resistência dada pela MM das 21 semanas, agora a 1,1577, mantém o par direccionado para um teste ao limite superior da área mais apertada de consolidação, nos 1,1830.

Um break acima do máximo de Agosto de 1,1710 poderá projectar o par para um teste à resistência dos 1,1830. Já uma quebra abaixo de 1,1560 poderá sinalizar um falso rompimento da MM de 21 semanas, colocando novamente o par a caminho do suporte em 1,1465, base da área de consolidação mais apertada, antes do suporte em 1,1390 e do mínimo do ano em 1,1324.

Gráfico EUR/USD diário

Fonte XTB xStation 5

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O comentário é disponibilizado todas as manhãs, tentativamente entre as 10h00 e as 10h30.

O EUR/USD, após os ganhos da semana anterior, voltou esta vez a recuar, mantendo-se abaixo da média móvel dos 200 dias, depois de nova incursão acima da mesma.

O MACD continua acima da linha neutra, mas abaixo da linha de Sinal, sinalizando a possibilidade de uma inversão do momentum ascendente do EUR/USD.

O primeiro objectivo da correcção do movimento 1,1353/1,1710, a 1,1574, dado pelos 38,2% Fib desse mesmo movimento foi atingido. O preço na semana passada manteve-se entre esse objectivo (1,1574) e a MM 200 dias (1,1631). O quebrar do suporte de 1,1580, em torno dos 38,2% Fibonacci retracement do movimento mínimo de Julho / máximo de Agosto, poderá levar o par para uma correcção mais ampla, com o próximo objectivo a poder estar nos 61,8% Fib retracement do mesmo movimento, a 1,1490, que se encontra no meio do suporte dado pela Nuvem de Ichimoku diária 1,1456/1,1505.

O romper da resistência dada pela MM 200 dias (de momento a 1,1631) poderá colocar de novo o par na tendência ascendente de médio prazo, com a primeira e próxima referência a estar no recente máximo a 1,1710.


Resistências - Suportes

1,1631 - 1,1580

1,1710 - 1,1490

1,1830 - 1,1390


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