Café da Manhã
Juros e petróleo pressionam

Café da Manhã Juros e petróleo pressionam

A subida dos juros nos EUA, com a yield a 10 anos acima de 5%, junta-se à pressão sobre as tecnológicas e à valorização do petróleo, mantendo os mercados sob pressão e suportando o dólar.

Os mercados começam a sessão sob pressão, num contexto marcado pela subida das taxas de juro, pelo petróleo em alta e pela continuação da correcção das empresas ligadas à inteligência artificial. Nos Estados Unidos, as yields das obrigações continuam a subir, com a taxa a 10 anos a atingir 5,02%, o nível mais elevado desde 2007, reflectindo os receios de inflação e a expectativa de uma nova subida das taxas pela Reserva Federal.

Em Wall Street, as tecnológicas voltaram a penalizar os principais índices, depois de vários responsáveis do sector da inteligência artificial defenderem um abrandamento no desenvolvimento dos sistemas mais avançados. Nvidia e Broadcom estiveram entre as maiores perdas, levando o índice de semicondutores a recuar 5,9%. O Dow Jones caiu 0,29%, o Nasdaq perdeu 0,56% e o S&P 500 recuou 0,48%.

Na Ásia, a pressão sobre as empresas de semicondutores prolongou-se, num mercado também condicionado pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente e pelos novos dados económicos da China. O Nikkei terminou praticamente inalterado, enquanto o Hang Seng caiu 1,18%, o Kospi recuou 0,85% e o ASX 200 perdeu 0,88%. Na China, o Shanghai Composite caiu 0,54% e o Shenzhen 0,67%.

Na Europa, as bolsas negoceiam igualmente em baixa, enquanto os investidores avaliam os dados de inflação de França e Espanha e os números do mercado de trabalho britânico. A inflação anual em França manteve-se nos 2,4% em Agosto, enquanto em Espanha atingiu 4,3%. No Reino Unido, a taxa de desemprego situou-se nos 4,9%. O DAX recua 0,15%, o CAC 40 perde 0,91%, o FTSE 100 0,85% e o Euro Stoxx 50 0,87%.

No mercado petrolífero, o Brent mantém-se acima dos 107 dólares por barril, perante os riscos crescentes para o abastecimento a partir do Médio Oriente. A principal alternativa saudita ao Estreito de Ormuz, o oleoduto East-West, continua encerrada depois dos ataques da passada semana, sem indicação por parte da Saudi Aramco sobre quando poderá ser retomada a operação.
O Brent negoceia actualmente nos 107,80 dólares por barril, enquanto o WTI está nos 103,50 dólares. A persistência dos preços elevados do petróleo constitui um novo factor de pressão sobre a inflação e poderá complicar ainda mais a decisão da Fed esta semana.

No mercado cambial, o dólar continua suportado pela subida das yields norte-americanas e pelas expectativas de uma política monetária mais restritiva. O índice DXY negoceia nos 99,35 pontos, enquanto o EUR/USD recua para 1,1540.
O iene continua a corrigir parte dos ganhos da passada semana, enquanto os mercados aguardam pelas decisões da Fed e do Banco do Japão. O USD/JPY negoceia nos 155,00 e o EUR/JPY próximo dos 179,00.
O franco suíço, por seu lado, recupera das fortes perdas registadas na semana anterior. O USD/CHF recua para 0,8170 e o EUR/CHF para 0,9425, depois de terem atingido máximos de 0,8195 e 0,9475, respectivamente.
A libra mantém-se praticamente estável, embora ligeiramente pressionada, com o GBP/USD abaixo de 1,3500 e o EUR/GBP próximo dos 0,8565.


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