Amanhã destacamos
F E D
Um dia com a agenda económica bastante mais bem preenchida do que os primeiros dias desta semana, mas onde o destaque não poderia deixar de ir para a reunião de política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos
A Reserva Federal deverá voltar a subir as taxas de juro em 25 pontos base na reunião desta semana, num contexto marcado pela persistência da inflação e por sinais de maior resistência da economia norte-americana.
Os dados da inflação de Agosto parecem ter reforçado a posição de Kevin Warsh expressada no discurso hawkish proferido em Jackson Hole.
A grande questão será, contudo, saber se esta subida representa o início de um novo ciclo de aperto monetário. Apesar de o mercado já descontar novas subidas, a Fed poderá limitar-se a esta decisão, encarando-a como uma recalibração da política monetária e não como o início de um novo ciclo.
Para o dólar, uma subida dos juros poderá contribuir para alguma estabilização, reforçando a credibilidade da Fed, já a manutenção de taxas levará certamente a uma forte perda dessa credibilidade, que seria certamente seguida por uma penalização do dólar.
Teremos também a decisão de política monetária no Brasil, onde o Banco Central deverá voltar a cortar a taxa Selic em 25 pontos base, para 13,75%, na reunião desta semana. A decisão está praticamente descontada pelo mercado, depois de a inflação de Agosto ter surpreendido pela positiva.
Esta noite, na Nova Zelândia, teremos a divulgação do índice de confiança do consumidor Westpac, que deverá mostrar uma subida de 80,4 para 85,9, e os números da conta-corrente do segundo trimestre que deverão mostrar um saldo negativo de 2,3 mil milhões de dólares neozelandeses, face aos 1,01 mil milhões do trimestre anterior.
No Japão, as atenções começam por ir para os números das encomendas de maquinaria, excluindo navios e centrais energéticas, onde as estimativas apontam para uma redução em Julho de 1,1%, após o crescimento do mês anterior de 9,7%, e teremos também os números da balança comercial de Agosto, onde as previsões apontam para um défice de 1 trilião de ienes, após os 690 mil milhões apresentados no mês anterior.
Pela manhã, no Reino Unido, o destaque vai para os dados da inflação do mês de Agosto. Os preços deverão mostrar um aumento mensal de 0,5%, acelerando dos 0,3% do mês anterior, com a inflação em termos homólogos a subir de 2,9% para 3,1%. Sem alimentos nem energia, os preços mensalmente deverão subir 0,3%, com a inflação subjacente anual a subir de 2,6% para 2,7%.
Na Zona Euro teremos os números da produção industrial, com as estimativas a mostrarem uma queda de 0,5%.
À tarde, nos Estados Unidos, iremos ter os números das vendas a retalho. Em termos mensais, as previsões mostram que as vendas em Agosto aumentaram 0,9%, após a queda de 0,6% no mês anterior. Se excluídas as vendas automóveis, sobem 0,5%, com o grupo de controlo a mostrar uma queda de 0,1%, melhor que a de 0,4% no mês de Julho. Iremos ter ainda os inventários empresariais que deverão mostrar um aumento de 0,3% e ainda o índice de mercado imobiliário NAHB, que deverá cair de 35 para 34.
No Canadá teremos os números do início de construção de imóveis, onde as previsões mostram uma subida em Agosto dos 229,1 mil em Julho, para 235 mil, e as licenças de construção de Julho deverão mostrar uma redução de 5,6%, após o aumento de 18,5% em Junho.