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As bolsas iniciam a semana em alta, apoiadas pelo optimismo nas negociações China-EUA. O petróleo recua com a expectativa de avanços diplomáticos no conflito com o Irão, enquanto o dólar mantém os ganhos recentes.

Os mercados accionistas iniciam a semana em alta, beneficiando do optimismo em torno das negociações entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que os investidores aguardam o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para esta semana. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, classificou as conversações preliminares como “muito bem-sucedidas”, com o comércio e a inteligência artificial entre os temas discutidos.

Nos Estados Unidos, os principais índices terminaram a sessão de sexta-feira maioritariamente em alta, encerrando uma semana marcada pela subida das taxas de juro da Reserva Federal, a primeira em três anos. O Nasdaq avançou 0,39% e o S&P 500 ganhou 0,17%, enquanto o Dow Jones recuou 0,18%, pressionado sobretudo pela queda de 3,45% da IBM.

Na Ásia, as bolsas negociaram igualmente em terreno positivo, depois de o Banco Popular da China ter mantido as taxas de juro, numa decisão amplamente esperada. O optimismo em torno das relações comerciais entre Washington e Pequim ganhou força depois do encontro entre Scott Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, descrito pelo secretário do Tesouro norte-americano como “muito bem-sucedido”. O Kospi subiu 1,65%, o Hang Seng ganhou 0,96%, o Shanghai Composite avançou 0,97% e o Shenzhen Composite 0,71%. O Nikkei esteve encerrado devido a feriado no Japão.

Na Europa, os principais índices também iniciam a sessão em alta, com os investidores atentos à Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e às várias reuniões bilaterais previstas à margem do encontro. O DAX sobe 1,02%, o Euro Stoxx 50 avança 1,21%, o CAC 40 ganha 0,81% e o FTSE 100 0,66%. Entre as empresas em destaque, a Volkswagen deixa o Euro Stoxx 50 pela primeira vez em 15 anos, penalizada pela fraqueza das vendas na China, pelo impacto das tarifas norte-americanas e pelos custos do processo de reestruturação.

No mercado petrolífero, os preços continuam sob pressão e registam a quarta sessão consecutiva de perdas. A expectativa de que os esforços diplomáticos em torno do conflito entre os Estados Unidos e o Irão possam ganhar novo impulso durante esta semana, juntamente com sinais de recuperação parcial das exportações da Arábia Saudita e a continuidade dos fluxos através do estreito de Ormuz, está a reduzir o prémio de risco geopolítico. Apesar de a tensão permanecer elevada, nomeadamente após novos ataques reivindicados pelos Houthis, o Brent negoceia actualmente perto dos 101,50 dólares por barril, enquanto o WTI está nos 93,80 dólares.

No mercado cambial, o dólar mantém os ganhos acumulados nas últimas sessões, com o índice DXY a negociar em torno dos 100 pontos. O EUR/USD segue perto de 1,1480, num contexto em que a subida das taxas da Fed e a perspectiva de manutenção de uma política monetária relativamente restritiva continuam a dar suporte à moeda norte-americana.
O iene volta a perder terreno no início da semana, depois de ter recuperado na sexta-feira parte das fortes perdas registadas após a subida das taxas do Banco do Japão, acompanhada por uma comunicação considerada mais dovish. O feriado no Japão, que deixa o mercado com liquidez mais reduzida, poderá contribuir para movimentos mais acentuados. O USD/JPY regressa acima dos 157,00, enquanto o EUR/JPY negoceia acima dos 181,50.
O franco suíço mantém-se próximo dos níveis de fecho da semana passada, com o USD/CHF em torno de 0,8230 e o EUR/CHF nos 0,9450. Também a libra apresenta poucas alterações, com o GBP/USD a negociar perto de 1,3390 e o EUR/GBP em torno de 0,8580.


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