Amanhã destacamos
Mais bancos centrais
O destaque desta quinta-feira vai para um conjunto relativamente alargado de decisões de política monetária. Iremos ter as reuniões dos bancos centrais na Suíça, Noruega, Suécia e México
A quinta-feira será marcada por quatro decisões de política monetária, na Suíça, Noruega, Suécia e México. O consenso aponta maioritariamente para a manutenção das taxas directoras, pelo que será sobretudo a comunicação e as indicações para os próximos meses que poderão determinar a reacção dos mercados.
Na Suíça, o SNB deverá manter a taxa em 0%. Com a inflação ainda baixa, apesar da recente subida dos preços da energia, os investidores estarão atentos às novas previsões de inflação e às referências ao franco suíço. Qualquer alteração na linguagem sobre a possibilidade de intervenção cambial poderá ter impacto no CHF.
Na Noruega, os mercados dividem-se sobre se o Norges Bank deverá igualmente manter a taxa em 4,25% ou subi-la para os 4,5%. A inflação mais baixa do que o previsto reduziu a necessidade de uma subida imediata, mas o mercado continua a descontar uma subida de 25 pontos-base até ao final do ano. O ponto central da reunião será também a nova trajectória para os juros, principalmente no caso de uma manutenção da actual taxa, que será divulgada no Monetary Policy Report. Será importante perceber se o banco mantém aberta a possibilidade de uma subida ainda este ano, tendo em conta a inflação, os salários e o impacto dos preços da energia.
Na Suécia, o Riksbank deverá manter a taxa em 1,75%. A inflação continua a justificar cautela, mas o crescimento tem mostrado maior resistência. A nova previsão para os juros será determinante para perceber se permanece em aberto uma subida ainda este ano.
No México, o Banxico deverá manter a taxa em 6,50%, prolongando a pausa no ciclo de descidas. A inflação e, sobretudo, os riscos em alta para os preços serão acompanhados de perto, enquanto a recente subida dos juros da Fed poderá limitar a margem para novos cortes.
Esta noite, no Japão, teremos a divulgação dos dados da actividade económica. O consenso aponta para que o PMI composto mostre uma subida de 53,5 para 54, com a actividade de serviços a subir de 52,5 para 52,7 e a industrial de 54,9 para 55.
Na Austrália, as atenções estarão especialmente voltadas para os dados do emprego. A taxa de desemprego deverá manter-se nos 4,5%, tal como a taxa de participação nos 66,9%. As estimativas apontam para que a variação de emprego mostre um aumento de 20 mil postos de trabalho, após a queda anterior de 15,8 mil.
Pela manhã, na Alemanha, iremos ter o índice alemão de confiança empresarial IFO, onde o consenso aponta para uma subida de 88,8 para 89,0.
No Reino Unido teremos a divulgação do “CBI Realized Sales”, que deverá mostrar um recuo dos -48 para -50.
À tarde, no Canadá, o destaque vai para os números das vendas a retalho de Julho, onde as estimativas apontam para uma redução mensal de 0,8%, após o aumento de 0,6% registado em Junho. Sem vendas automóveis, a queda deverá ser de 0,5%.
Nos Estados Unidos, é dia dos habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego com as previsões a apontarem para uma subida dos 196 mil para 201 mil, mantendo-se perto da média de quatro semanas de 203 mil. Teremos também os números da conta corrente do segundo trimestre que deverão mostrar um saldo negativo de 221 mil milhões de dólares, depois dos 227 mil milhões do período anterior, e ainda as vendas de imóveis novos de Agosto que deverão mostrar um crescimento mensal de 3,2%, após a queda no mês anterior de 10,5%.
Irá ser também mais um dia bem preenchido de discursos, opiniões e comentários de diversos banqueiros centrais.
Do Banco Central Europeu iremos poder ouvir Isabel Schnabel e Philip Lane, a primeira no Fórum Económico das Mulheres na Europa 2026, em Itália, e o segundo numa palestra na Universidade de Lausanne, em Lausanne.
Da Reserva Federal teremos John Williams em Londres, Thomas Barkin em Washington, Beth Hammack em Cleveland e Anna Paulson na Conferência Fintech Anual da Fed de Filadélfia.
Do Banco de Inglaterra, Swati Dhingra irá participar em Londres num painel de discussão com o título “Perspectiva da Política Monetária”, onde estará também Sarah Breeden, enquanto Clare Lombardelli irá falar em Varsóvia, numa conferência organizada pelo Banco Nacional da Polónia.