Café da Manhã
Yields mantêm pressão

Café da Manhã Yields mantêm pressão

A subida das yields mantém os investidores cautelosos e limita as bolsas, enquanto o petróleo recua com sinais de diálogo entre Washington e Teerão. O dólar termina a semana em alta e o iene recupera.

Os mercados accionistas terminam a semana sob pressão, com a subida das yields das obrigações a manter os investidores cautelosos. O aumento dos preços do petróleo e os receios de que a inflação continue persistente estão a levar o mercado a rever em alta as expectativas para a política monetária da Reserva Federal.

Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,31%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq terminaram praticamente inalterados. A yield das obrigações do Tesouro a 30 anos atingiu o nível mais elevado desde Junho de 2004, enquanto as yields com maturidades a partir de três anos terminaram acima dos 5%. Os comentários de responsáveis da Fed, que admitem uma inflação mais persistente e uma nova subida dos juros ainda este ano, contribuíram para a pressão sobre as bolsas.

A subida das yields reflecte também a maior exigência dos investidores para deter dívida de longo prazo, num contexto de preocupações com a inflação, a despesa pública e o aumento do endividamento das empresas para financiar os investimentos em inteligência artificial. O mercado monetário passou entretanto a descontar integralmente três novas subidas das taxas da Fed ao longo dos próximos 12 meses.

Na Ásia, os mercados negociaram maioritariamente em baixa, embora o Nikkei tenha avançado 1,26%, depois de os mercados obrigacionistas terem começado a estabilizar após a forte subida das yields dos últimos dois dias. O Hang Seng recuou 1,02% e o ASX 200 perdeu 0,43%, enquanto as bolsas da China e da Coreia do Sul estiveram encerradas.

Na Europa, os principais índices seguem em alta, com o Euro Stoxx 50 a ganhar 0,61%, o DAX 0,59%, o FTSE 100 0,44% e o CAC 40 0,14%. Os investidores acompanham os dados económicos europeus e a continuação da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping terminou com um tom mais positivo, mas poucos resultados concretos. A trégua comercial entre os dois países será prolongada por mais dois meses, enquanto ambos os líderes destacaram a necessidade de melhorar as relações e evitar conflitos. Não foram, contudo, anunciados novos acordos relevantes sobre tarifas, tecnologia ou outras áreas de divergência.

No mercado petrolífero, os preços recuam perante sinais de que negociadores norte-americanos e iranianos estarão a explorar um acordo faseado que poderá permitir a reabertura do estreito de Ormuz. O Brent negoceia actualmente nos 99,40 dólares por barril e o WTI nos 93,50 dólares.

No mercado cambial, o dólar prepara-se para terminar a semana em alta, com o índice DXY em torno dos 101 pontos e o EUR/USD próximo de 1,1370.
O iene recupera dos mínimos da semana, depois de o ministro das Finanças japonês ter revelado que Donald Trump manifestou preocupação com a fraqueza da moeda durante o encontro com a primeira-ministra Takaichi. O USD/JPY negoceia nos 158,15 e o EUR/JPY nos 180,10. O franco suíço continua pressionado pela subida das yields globais, com o USD/CHF nos 0,8290 e o EUR/CHF nos 0,9440. A libra permanece igualmente sob pressão, com o GBP/USD em 1,3230 e o EUR/GBP novamente acima de 0,8600.

Bom fim de semana!


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