Café da Manhã
Petróleo mantém mercados sob pressão

Café da Manhã Petróleo mantém mercados sob pressão

O impasse nas negociações entre os EUA e o Irão mantém o petróleo em alta, reforçando os receios de inflação e de juros elevados. As yields norte-americanas sobem e penalizam as bolsas, enquanto o dólar ganha força.

O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão continua a pressionar os mercados, com a subida do petróleo a reforçar os receios em torno da inflação e a perspectiva de taxas de juro elevadas durante mais tempo. As yields das obrigações norte-americanas voltaram a subir, com a taxa a 10 anos a atingir máximos de 19 anos.

Em Wall Street, a subida das taxas de juro penalizou o sentimento dos investidores. O Dow Jones recuou 0,67%, o S&P 500 perdeu 0,77% e o Nasdaq caiu 0,92%. A Boeing destacou-se pela negativa, com uma queda de 6,91%. A pressão estendeu-se também ao ouro e à prata, penalizados pela menor procura por activos considerados de refúgio.

Na Ásia, as bolsas negociaram maioritariamente em baixa, depois de o Reserve Bank of Australia (RBA) ter retomado a subida das taxas de juro, elevando a taxa directora em 25 pontos-base, para 4,60%. A decisão estava praticamente descontada pelo mercado e reflecte a preocupação do banco central com a subida dos custos energéticos e a resiliência da procura interna. O Nikkei recuou 0,47% e o Kospi 0,27%, enquanto o Hang Seng perdeu 0,57%. Em sentido contrário, o Shanghai Composite avançou 0,18%.

Na Europa, as bolsas iniciaram a sessão em alta moderada, com o Euro Stoxx 50 a ganhar 0,65%, o DAX 0,15%, o CAC 40 0,20% e o FTSE 100 0,40%. Os investidores aguardam novos dados económicos, enquanto acompanham a evolução das negociações entre Washington e Teerão.

No mercado petrolífero, o Brent prolonga a subida pelo segundo dia consecutivo, com a ausência de progressos nas negociações entre os EUA e o Irão a superar o impacto da retoma dos fluxos através de um importante oleoduto da Arábia Saudita. O Brent chegou a subir cerca de 3% e negoceia agora nos 98,80 dólares por barril, enquanto o WTI segue nos 93,50 dólares.

No mercado cambial, o dólar mantém-se suportado pela subida das yields e pelas expectativas de juros mais elevados. O índice DXY negoceia acima dos 101 pontos, enquanto o EUR/USD se aproxima dos mínimos do ano, nos 1,1350 dólares.
O iene mantém-se próximo dos níveis recentes, com o USD/JPY nos 157,40, apesar das preocupações das autoridades japonesas com a sua fraqueza. A libra continua a mostrar maior resistência, com o GBP/USD nos 1,3230 e o EUR/GBP nos 0,8575, num contexto em que o Banco de Inglaterra admite novas subidas dos juros caso as pressões inflacionistas se intensifiquem. Já o franco suíço permanece pressionado pela subida das yields globais, com o USD/CHF nos 0,8340 e o EUR/CHF nos 0,9460.


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