Café da Manhã
Dólar ganha força

Café da Manhã Dólar ganha força

O dólar mantém-se suportado pela subida das yields, enquanto o euro recua para mínimos de 16 meses. As bolsas estabilizam e o petróleo cai após nova libertação de reservas estratégicas pelos EUA.

Nos mercados accionistas, o sentimento permanece cauteloso, com os investidores atentos à evolução da inflação e das taxas de juro.

Em Wall Street, os principais índices terminaram maioritariamente em baixa, depois de dados mais fracos sobre a confiança dos consumidores e o mercado de trabalho. O índice de confiança do consumidor caiu para 81,9 pontos, bastante abaixo dos 89 esperados e no nível mais baixo desde Setembro de 2014. O Dow Jones recuou 0,26%, o S&P 500 perdeu 0,16% e o Nasdaq caiu 0,09%. Ao mesmo tempo, as yields das Treasuries atingiram máximos desde 2002, mantendo a pressão sobre as avaliações accionistas.

Na Ásia, as bolsas recuperaram parte das perdas recentes, enquanto as obrigações estabilizaram, com os investidores a aguardarem os próximos dados de inflação norte-americanos. O Nikkei avançou 2,16%, o Hang Seng ganhou 0,19% e o ASX 200 subiu 0,92%. Na China, o Shanghai Composite e o Shenzhen Composite ganharam 0,31% e 0,29%, respectivamente, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,48%.

Na Europa, as principais bolsas iniciaram a sessão em alta, com o DAX a ganhar 0,60%, o FTSE 100 0,67% e o Euro Stoxx 50 0,44%. O CAC 40 seguia praticamente inalterado. Os investidores avaliam novos dados económicos, enquanto aguardam os números da inflação na Alemanha e em Itália.

No mercado petrolífero, os preços recuam depois de a Administração norte-americana ter ordenado uma nova libertação de reservas estratégicas, num volume que poderá atingir 40 milhões de barris. A recuperação dos fluxos através de um importante oleoduto saudita também contribui para aliviar a pressão sobre os preços, apesar do impasse nas negociações entre Washington e Teerão. O Brent negoceia nos 95,90 dólares por barril e o WTI nos 89,30 dólares.

No mercado cambial, o dólar continua suportado pela subida das yields, embora tenha recuado dos máximos recentes. O DXY mantém-se acima dos 101 pontos e o EUR/USD, depois de ter caído ontem para 1,1312, mínimo desde Maio do ano passado, recupera para 1,1350. As declarações de John Williams, admitindo mais uma subida dos juros este ano mas sem urgência para a concretizar, levaram o mercado a reduzir para cerca de 45% a probabilidade de uma subida em Outubro.
O iene recupera, com o USD/JPY abaixo dos 157,00 e o EUR/JPY dos 178,00. A libra mantém-se igualmente suportada, com o GBP/USD nos 1,3260 e o EUR/GBP nos 0,8555. Já o franco suíço continua pressionado, com o USD/CHF nos 0,8340 e o EUR/CHF nos 0,9460.


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