Café da Manhã
Bolsas sob pressão

Café da Manhã Bolsas sob pressão

A subida do petróleo e das yields volta a pressionar as bolsas, com as actas da Fed a reforçarem os riscos de inflação. O agravamento das tensões no Médio Oriente mantém os mercados sob pressão.

Os mercados accionistas iniciam a sessão sob pressão, depois da subida dos preços do petróleo e das yields das obrigações ter interrompido o movimento de valorização que tinha levado os principais índices para perto de máximos históricos. O agravamento das tensões no Médio Oriente voltou a aumentar as preocupações com a inflação.

Em Wall Street, o S&P 500 recuou do máximo histórico recente, com os investidores a reagirem à subida das yields e ao aumento dos custos energéticos. O Dow Jones perdeu 0,66%, enquanto o Nasdaq 100 e o S&P 500 recuaram 0,22%.

As actas da reunião de Setembro da Reserva Federal confirmaram a preocupação dos responsáveis com os riscos de uma inflação mais persistente. Todos os participantes apoiaram a subida de 25 pontos base, para 3,75%-4,00%, sendo que vários consideraram prudente manter uma política mais restritiva como forma de prevenir novas pressões inflacionistas.

Na Ásia, a pressão prolongou-se, com o Nikkei a recuar 1,13%, o Kospi 2,62%, o Hang Seng 1,63%, o Shanghai Composite 0,79% e o ASX 200 0,77%. A subida das yields e as preocupações com o financiamento das grandes empresas tecnológicas contribuíram para a deterioração do sentimento.

Na Europa, os principais índices seguem igualmente em baixa, com o DAX a perder 0,88%, o FTSE 100 0,68%, o CAC 40 1,06% e o Euro Stoxx 50 1,25%. A atenção continua centrada na evolução das yields e no impacto dos preços da energia sobre a inflação, enquanto os investidores aguardam também pelas actas da reunião de Setembro do BCE.

No mercado petrolífero, o Brent volta a subir para os 104 dólares por barril e o WTI para os 91,50 dólares. O risco de novas operações militares dos EUA contra o Irão, os ataques a navios no Estreito de Ormuz e a escalada do conflito entre forças apoiadas pela Arábia Saudita e os Houthis aumentam os receios sobre a oferta. A interrupção de produção no Golfo do México, devido à aproximação de uma tempestade, acrescenta pressão.

No mercado cambial, o dólar mantém-se em alta, com o índice DXY acima dos 102 pontos, enquanto o EUR/USD volta a negociar abaixo de 1,1200. A subida das yields norte-americanas e o aumento das expectativas de novas subidas dos juros da Fed continuam a favorecer o dólar.
O iene negoceia pouco alterado, com o USD/JPY nos 158,20 e o EUR/JPY nos 177,10. A libra recua ligeiramente dos máximos da semana, com o GBP/USD nos 1,3200 e o EUR/GBP nos 0,8480. O franco suíço mantém-se igualmente estável, com o EUR/CHF nos 0,9330 e o USD/CHF nos 0,8330.


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