EUR/USD
Semanal
A volatilidade diminuiu, mas o EUR/USD voltou a registar um novo mínimo do ano.
Depois de três semanas consecutivas de elevada volatilidade, com o EUR/USD a cair de níveis em torno de 1,1600 para os actuais 1,1200, a semana passada foi marcada por uma menor volatilidade, ainda que o par tenha atingido um novo mínimo anual, nos 1,1161.
Uma agenda macroeconómica ligeira, tanto nos Estados Unidos como na Zona Euro, e a expectativa em torno da evolução orçamental em França contribuíram para um abrandamento da pressão sobre o euro. Por outro lado, o aumento da tensão geopolítica no Médio Oriente, mantendo os preços do petróleo em alta, continuou a dar suporte ao dólar e a alimentar a tendência descendente do EUR/USD.
Esta semana teremos novamente uma agenda ligeira de indicadores económicos na Europa, mas nos Estados Unidos serão divulgados os importantes dados da inflação relativos a Setembro. Os mercados esperam uma aceleração dos preços, com a inflação mensal a subir de 0,4% para 0,6% e a inflação anual de 3,4% para 3,7%. A inflação subjacente deverá subir de 2,4% para 2,5%. Estes dados poderão reforçar as expectativas de uma nova subida das taxas de juro da Fed até ao final do ano. Uma surpresa em alta poderá exercer pressão adicional sobre o EUR/USD, enquanto uma leitura abaixo do esperado poderá proporcionar uma correcção do forte movimento descendente das últimas quatro semanas.
O Fundo Monetário Internacional irá apresentar o relatório World Economic Outlook, enquanto as reuniões do FMI e do Banco Mundial servirão de palco a várias intervenções de responsáveis de bancos centrais, nomeadamente de Kevin Warsh, presidente da Fed, e de Christine Lagarde, presidente do BCE. Duvido que os dados do relatório ou as intervenções dos banqueiros centrais alterem significativamente as actuais expectativas do mercado, que apontam para a manutenção das taxas em Outubro, mas admitem uma nova subida na última reunião do ano. Ainda assim, estas intervenções poderão acrescentar alguma volatilidade aos mercados durante a semana.
Teremos também a época de resultados empresariais do terceiro trimestre, com a apresentação das contas dos maiores bancos norte-americanos. Resultados ou projecções futuras que desiludam os mercados, contribuindo para um aumento da aversão ao risco, poderão dar novo suporte ao dólar. Em sentido inverso, resultados favoráveis e um sentimento positivo nos activos de risco poderão favorecer uma recuperação do EUR/USD.
A semana começa com tensões crescentes tanto no Médio Oriente como na Europa.
Os ataques dos houthis à Arábia Saudita aumentam o risco de uma escalada do conflito no Médio Oriente, podendo provocar uma nova subida dos preços do Brent e reforçar a procura do dólar.
A autorização norte-americana para facilitar a importação de gasóleo russo, bem como as declarações de Donald Trump sobre a necessidade de a Ucrânia realizar eleições e escolher uma nova liderança, poderão acrescentar pressão ao euro, num contexto de divergências entre Washington e os aliados europeus.
O diferencial entre as yields soberanas a dez anos francesa e alemã continua próximo dos níveis observados durante a crise da dívida soberana europeia de 2011-2012, reflectindo as preocupações com a situação política e orçamental francesa e mantendo a pressão sobre o euro. Por outro lado, o diferencial das yields a dois anos entre os Estados Unidos e a Zona Euro continua a favorecer o dólar.
Em suma, tudo aponta para mais uma semana potencialmente volátil, na qual poderemos continuar a assistir a ganhos do dólar e a perdas do euro, com o EUR/USD a poder registar novos mínimos do ano.
Tecnicamente
Gráfico EUR/USD semanal
Fonte XTB xStation 5
O EUR/USD continuou na tendência descendente das últimas quatro semanas, negociando abaixo de 1,1200 pela primeira vez desde Maio de 2025 e registou um novo mínimo do ano a 1,1161.
O MACD segue abaixo da linha neutra e da linha de sinal, após a ter cruzado de forma descendente na semana anterior, num sinal bearish para o par.
A confirmação do break da área de suporte 1,1214/1,1275, dada pelos máximos de 2024 e 2023, respectivamente, irá deixar exposto o próximo suporte a 1,1065, dado pelo mínimo de Maio de 2025, antes do nível psicológico a 1,1000.
Uma inversão da actual tendência descendente terá como primeira resistência os 1,1390, dada pelo mínimo de Agosto de 2025, e posteriormente os 1,1491, dada pela média móvel das 21 semanas.
Gráfico EUR/USD diário
Fonte XTB xStation 5
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O comentário é disponibilizado todas as manhãs, tentativamente entre as 10h00 e as 10h30.
O EUR/USD registou na semana passada um novo mínimo do ano a 1,1161, continuando a forte tendência descendente, antes de enveredar por uma consolidação em torno dos 1,1200, nível onde fechou a semana.
O MACD continua a mostrar o momentum descendente do par, com a linha de MACD abaixo da linha neutra e da linha de Sinal, com o RSI a manter-se em terreno de sobrevenda.
O quebrar do suporte a 1,1161, dado pelo novo mínimo deste ano, coloca em destaque a próxima referência a 1,1065, dada pelo mínimo de Maio de 2025, antes no forte nível psicológico dos 1,1000.
Uma inversão que leve a um break da agora resistência a 1,1275 poderá levar o par para uma correcção do forte movimento iniciado no máximo de Agosto. O primeiro objectivo da hipotética correcção poderá estar nos 38,2% Fibonacci Retracement do movimento máximo de Setembro / mínimo de Outubro, a 1,1349, enquanto uma correcção mais ampla poderá ter como objectivo os 61,8% a 1,1465.
Resistências - Suportes
1,1275 - 1,1161
1,1324 - 1,1065
1,1410 - 1,1000