Café da Manhã
Mercados em compasso de espera
As bolsas iniciam a semana com ganhos moderados na Europa e maior hesitação na Ásia, enquanto os investidores aguardam resultados empresariais.
As bolsas europeias iniciam a semana em terreno positivo, numa sessão marcada pela expectativa em torno dos resultados empresariais e pela evolução dos riscos geopolíticos. Depois dos ganhos registados em Wall Street na sexta-feira, os investidores procuram avaliar a capacidade dos resultados trimestrais para justificar as elevadas avaliações do sector tecnológico, num contexto de renovadas dúvidas em torno do investimento em inteligência artificial.
Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,83%, o Nasdaq ganhou 0,64% e o S&P 500 valorizou 0,59%, aproximando-se de novos máximos. No entanto, a confiança dos consumidores norte-americanos voltou a deteriorar-se, com o índice preliminar da Universidade de Michigan a recuar para 46,3 pontos em Outubro, abaixo dos 47,6 esperados e dos 48,1 registados em Setembro. A semana será marcada pela divulgação dos resultados de várias empresas de referência, incluindo JPMorgan, Goldman Sachs, BlackRock e TSMC. Hoje, apesar do feriado nos EUA, as bolsas mantêm-se abertas, enquanto o mercado obrigacionista está encerrado.
Na Ásia, a negociação foi mais irregular, com destaque para a queda de 3,65% do Kospi sul-coreano, reflectindo a hesitação em torno do sector tecnológico. O índice australiano ASX avançou 0,76%. Na China, os índices Shanghai Composite e CSI 300 recuaram 0,43% e 0,68%, enquanto o Hang Seng, avançou 0,25%. Os mercados nipónicos estiveram fechados em feriado.
As bolsas europeias apresentam, por sua vez, ganhos moderados, com o DAX a subir 0,66%, o FTSE 100 0,62%, o Euro Stoxx 50 0,63% e o CAC 40 0,33%. Os investidores aguardam também os resultados da LVMH e, ao longo da semana, da ASML, entre outras empresas, numa altura em que as avaliações e as perspectivas de crescimento continuam sob escrutínio.
No mercado petrolífero, os preços recuaram perante o anúncio de Donald Trump de um cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia, que poderá reduzir os riscos de perturbações no abastecimento. Contudo, a ausência de detalhes confirmados sobre o acordo limita a visibilidade em torno das suas implicações. Em paralelo, a escalada das tensões no Médio Oriente, na sequência de novos ataques dos Houthis à Arábia Saudita, mantém os riscos geopolíticos elevados e limita as perdas.
O Brent negoceia em torno dos 104,40 dólares por barril, enquanto o WTI se situa nos 91,50 dólares.
No mercado cambial, a semana começa com volatilidade reduzida, numa sessão condicionada pelo feriado nos EUA e pelo encerramento do mercado obrigacionista norte-americano. O índice do dólar mantém-se acima dos 102 pontos, enquanto o EUR/USD continua abaixo de 1,1200, reflectindo a persistente força da moeda norte-americana. O iene negoceia próximo dos níveis de fecho da semana passada, com o USD/JPY em 158,40 e o EUR/JPY em 177,30. A libra regista uma ligeira valorização face ao dólar, com o GBP/USD em torno de 1,3240, enquanto o EUR/GBP recua para mínimos de mais de um ano, próximo de 0,8450. Já o franco suíço mantém-se praticamente inalterado, com o EUR/CHF a negociar em 0,9315 e o USD/CHF em 0,8320.