EUR/USD
Semanal

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EUR/USD: correcção ou novos mínimos? Mais uma semana e mais um novo mínimo do ano no EUR/USD. Mas será que continuaremos a ver novos mínimos ou poderemos assistir a uma correcção a ganhar força?

Depois de uma semana de fraca volatilidade, a semana passada trouxe alguma volatilidade acrescida aos mercados.

Os mercados aguardavam pelos dados da inflação e, logo no início da semana, o dólar começou a avançar, pressionando o EUR/USD e levando-o a registar um novo mínimo. Os dados da inflação, ao saírem ligeiramente acima das expectativas do mercado, com a taxa homóloga a subir de 3,4% para 3,7% e a inflação subjacente de 2,4% para 2,6%, acima dos 2,5% esperados, impulsionaram o dólar e as yields das obrigações norte-americanas. O EUR/USD renovou mínimos, atingindo desta vez os 1,1112, o novo mínimo do ano.

Mas, surpreendentemente, este movimento não teve continuidade, dando mesmo lugar a uma forte recuperação. As preocupações em torno do financiamento dos investimentos das grandes empresas de inteligência artificial e da sua capacidade para gerar retornos suficientes provocaram perdas nas obrigações de algumas destas empresas, levando os investidores a procurar refúgio nas Treasuries. A consequente descida das yields retirou algum suporte ao dólar norte-americano, que desta vez não beneficiou da procura de activos de refúgio.

Em Bangkok, Kevin Warsh não deu ao mercado os sinais que alguns investidores esperariam depois de os dados da inflação evidenciarem um novo afastamento do objectivo de 2% da Fed. Como habitualmente, não antecipou as decisões futuras do banco central, nem deu indicações concretas sobre a reunião deste mês de Outubro. Apesar de alguns membros da Fed continuarem a defender a necessidade de novas subidas de taxas, o mercado mantém dúvidas quanto ao momento em que poderão ocorrer.

O dólar interrompeu uma sequência de quatro semanas consecutivas de ganhos, enquanto o EUR/USD pôs fim a cinco semanas negativas consecutivas.

Mas será que esta correcção fica por aqui ou terá mais pernas para andar?


Esta semana, a agenda económica tem como principal destaque os dados da actividade económica, com a divulgação dos PMIs preliminares de Outubro. No mês passado, os números mostraram um crescimento inesperado tanto na Zona Euro como nos EUA. Apesar de estes indicadores terem normalmente maior impacto sobre o euro, a surpresa positiva nos EUA acabou por pressionar o EUR/USD, que caiu de níveis próximos de 1,1500 para terminar a semana abaixo dos 1,1400, pela primeira vez em mais de dois meses. Na altura, as expectativas de subida das taxas de juro por parte da Fed estavam novamente a aumentar, enquanto as do BCE recuavam.

Na minha opinião, neste momento, é precisamente o contrário que o mercado parece estar a descontar. Ou seja, as expectativas de novas subidas das taxas de juro por parte do BCE voltam a ressurgir, enquanto as perspectivas de novas subidas por parte da Fed parecem perder algum fôlego.

Provavelmente, só uma conjugação de PMIs abaixo do esperado na Zona Euro com leituras acima do esperado nos EUA poderá exercer pressão adicional sobre o EUR/USD. Pelo contrário, dados mais fortes deste lado do Atlântico e/ou resultados abaixo das expectativas do outro lado poderão dar força a uma correcção do movimento descendente registado pelo par nos últimos dois meses.

Ainda assim, o diferencial das yields obrigacionistas a dois anos continua favorável ao dólar, enquanto o spread entre a dívida alemã e francesa permanece em níveis elevados, reflectindo as preocupações em torno da situação orçamental francesa e acrescentando pressão sobre o euro.

A recuperação da última semana poderá, assim, ganhar continuidade se os dados económicos e as expectativas de política monetária começarem a favorecer o euro. No entanto, enquanto o diferencial de yields continuar a favorecer o dólar e persistirem as incertezas em torno da economia europeia, será prematuro dar por terminado o movimento descendente do EUR/USD. Os PMIs desta semana poderão ajudar a perceber se estamos perante uma simples correcção ou o início de uma recuperação mais consistente.



Tecnicamente

Gráfico EUR/USD semanal

Fonte XTB xStation 5


O EUR/USD registou um novo mínimo dos últimos 17 meses, atingindo os 1,1112, terminando a recuperar do mesmo e fechando a semana de novo acima dos 1,1200.

O MACD continua a mostrar o “momentum” negativo do par, seguindo abaixo da linha neutra e da linha de sinal.

Na semana passada, o par não confirmou o break da área de suporte 1,1214/1,1275, terminando a semana a 1,1238, bem dentro deste intervalo.

O EUR/USD rejeitou fortemente o mínimo registado a 1,1112. O quebrar da resistência a 1,1275 poderá dar força ao par para um teste à agora resistência dada pelo mínimo de Agosto de 2025 a 1,1390, e se ultrapassada à referência dada pela média móvel das 21 semanas, de momento a 1,1474.

O voltar à tendência principal (descendente), quebrando a referência dada pelo novo mínimo do ano a 1,1121, coloca de novo o par no caminho de um teste ao nível psicológico 1,1100, antes do exposto suporte a 1,1065, dado pelo mínimo de Maio de 2025.

Gráfico EUR/USD diário

Fonte XTB xStation 5

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O comentário é disponibilizado todas as manhãs, tentativamente entre as 10h00 e as 10h30.

O EUR/USD, após ter registado um novo mínimo a 1,1112, recuperou e terminou a semana a 1,1238, dando sinais de poder estar a iniciar uma correcção do forte movimento descendente que vem desde o máximo do mês de Setembro, quando atingiu os 1,1654.

A linha do MACD continua bem abaixo da linha neutra, mostrando um momentum negativo no par, mas o cruzamento ascendente com a linha de Sinal que se verificou no final da semana passada, dá sinais da possibilidade de inversão do momentum no par.

O quebrar da área de resistência 1,1269/1,1290, dado pelo máximo da semana passada e a média móvel dos 21 dias, poderá dar força ao par para atingir um possível primeiro objectivo da correcção do movimento que trouxe o preço desde o máximo de Setembro até ao mínimo deste mês e ano, que poderá estar nos 38,2% Fibonacci a 1,1319. O ultrapassar deste nível irá expor os 1,1390, referência dada pelo mínimo de Agosto de 2025, com o par a poder prepara-se para uma correcção mais ampla que o leve até aos 61,8% Fib do mesmo movimento, a 1,1447.

Uma inversão do movimento no final da semana passada, irá enfrentar um primeiro suporte a 1,1214, seguindo-se um outro mais fraco na área 1,1150/60, que se quebrado irá expor o recente mínimo de 1,1112, antes do nível psicológico 1,1100. O quebrar deste último suporte irá expôr a próxima referência a 1,1065, dada pelo mínimo de Maio de 2025, antes do forte nível psicológico dos 1,1000.


Resistências - Suportes

1,1275 - 1,1161

1,1324 - 1,1100

1,1410 - 1,1065


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