Café da Manhã
Resultados animam as bolsas
As bolsas recuperam com o optimismo em torno dos resultados empresariais e da inteligência artificial. O petróleo mantém-se elevado, apesar das esperanças de um acordo com o Irão.
As bolsas internacionais recuperam terreno, apoiadas pelos resultados empresariais e pelo regresso do optimismo em torno do sector tecnológico e da inteligência artificial. Os investidores acompanham também os desenvolvimentos diplomáticos entre os EUA e o Irão, numa altura em que os riscos geopolíticos continuam a influenciar os preços da energia. No mercado cambial, a libra destaca-se pela positiva, depois de novos dados de inflação no Reino Unido terem reforçado as expectativas relativamente à política monetária do Banco de Inglaterra.
Nos EUA, Wall Street terminou a sessão de terça-feira maioritariamente em alta, com os investidores a privilegiarem os resultados empresariais, apesar da persistente volatilidade no sector tecnológico. O Dow Jones avançou 1,02% e o S&P 500 ganhou 0,29%, enquanto o Nasdaq 100 terminou praticamente inalterado, com uma queda de 0,02%. Os resultados divulgados após o fecho por empresas ligadas à inteligência artificial e às infra-estruturas tecnológicas reforçaram o optimismo, com a SpaceX e a Super Micro Computer a apresentarem receitas ou resultados acima das expectativas, impulsionando as respectivas acções nas negociações posteriores ao fecho. A atenção permanece centrada na capacidade de os resultados empresariais justificarem os elevados níveis de investimento no sector tecnológico.
Na Ásia, os mercados apresentaram um desempenho misto, acompanhando os ganhos de Wall Street e os primeiros sinais positivos da época de resultados empresariais. O Kospi sul-coreano destacou-se com uma subida de 3,29%, enquanto o Nikkei japonês avançou 0,97%, apesar de o país ter registado um défice comercial de 536,6 mil milhões de ienes em Setembro. As exportações cresceram 16,7% em termos homólogos, mas as importações aumentaram 18,9%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 ganhou 0,16%. Em sentido contrário, o Shanghai Composite recuou 0,60%, o Shenzhen Composite perdeu 0,97% e o Hang Seng caiu 0,90%.
Na Europa, as principais bolsas negoceiam com ligeiros ganhos, num contexto marcado pela subida da inflação britânica e pela expectativa em torno dos próximos indicadores económicos da Zona Euro. A confiança dos consumidores será um dos indicadores a acompanhar, enquanto a instabilidade política e os protestos em França continuam a gerar incerteza. O Euro Stoxx 50 avança 0,37% e o CAC 40 ganha 0,38%, enquanto o DAX negoceia praticamente inalterado e o FTSE 100 recua 0,16%.
No mercado petrolífero, os preços recuaram na última sessão, depois de Brent e WTI terem atingido novos máximos de seis meses, próximos dos 112 e acima dos 101 dólares por barril, respectivamente. A possibilidade de o Paquistão voltar a mediar um entendimento entre Washington e Teerão contribuiu para aliviar parte dos receios em torno do abastecimento. Ainda assim, os preços permanecem elevados e continuam sensíveis à evolução do conflito. Em paralelo, os dados do American Petroleum Institute apontaram para uma redução de 4,9 milhões de barris nas reservas de crude dos EUA na semana terminada a 16 de Outubro, uma queda superior à esperada, embora os stocks em Cushing, Oklahoma, tenham aumentado em 936 mil barris. O Brent negoceia agora em torno dos 109,70 dólares por barril, enquanto o WTI se situa perto dos 98,50 dólares.
No mercado cambial, a volatilidade continua relativamente contida, numa semana com poucos indicadores económicos de relevo e em que os investidores aguardam pelas decisões dos principais bancos centrais na próxima semana. O dólar perde algum terreno, com o índice DXY nos 101,60 pontos e o EUR/USD em torno de 1,1220. O iene mantém-se sob pressão, com o USD/JPY perto de 158,20 e o EUR/JPY nos 177,60. A libra volta a destacar-se pela positiva, apoiada pela subida da inflação britânica acima das expectativas, depois de os dados do emprego também terem surpreendido favoravelmente. O EUR/GBP caiu abaixo de 0,8400, atingindo mínimos desde Maio de 2025, enquanto o GBP/USD ultrapassou os 1,3400. O franco suíço mantém-se igualmente sustentado, com o EUR/CHF nos 0,9255 e o USD/CHF perto de 0,8245.