A semana que começa
Uma semana de decisões

A semana que começa Uma semana de decisões

A Fed, o BCE e o BoJ anunciam decisões de política monetária, enquanto o PIB, a inflação, as eleições em Israel e os resultados das gigantes tecnológicas colocam os mercados à prova.

Uma semana decisiva para os mercados
A última semana de Outubro será marcada por decisões de política monetária, indicadores económicos importantes, eleições e uma nova vaga de resultados empresariais. A Reserva Federal norte-americana (Fed), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ) reúnem-se num contexto de pressão sobre os preços da energia e de incerteza geopolítica. Em paralelo, os investidores estarão atentos às contas das gigantes tecnológicas, em particular aos investimentos em inteligência artificial (IA).




Bancos centrais: decisões e expectativas

A última semana de Outubro será marcada por uma intensa agenda de política monetária. Para os investidores, o principal desafio será perceber até que ponto a persistência da inflação, a evolução dos preços da energia e os riscos para o crescimento poderão alterar o rumo das taxas de juro nos próximos meses. A Fed e o BCE deverão privilegiar a avaliação dos riscos inflacionistas antes de avançarem com novas decisões, enquanto o BoJ deverá continuar a preparar gradualmente a normalização monetária.

A Fed anuncia a sua decisão na quarta-feira, dia 28, e o consenso aponta para a manutenção dos juros no intervalo entre 3,75% e 4,00%, depois da subida de Setembro. A inflação persistente e a resiliência da economia norte-americana mantêm aberta a possibilidade de novos aumentos mais à frente. As declarações do presidente Kevin Warsh serão particularmente importantes para perceber a orientação da política monetária e as perspectivas para os juros em Dezembro.

Na quinta-feira, dia 29, será a vez do BCE, que deverá manter a taxa de depósito nos 2,50%. O mercado procurará perceber como avalia o impacto da energia na inflação e os riscos para o crescimento da Zona Euro.

O Banco do Japão também tem uma decisão prevista para esta semana, sendo esperada a manutenção dos juros. A atenção estará centrada na avaliação da inflação e nas indicações sobre os próximos passos, com potenciais reflexos no iene e nas obrigações japonesas.





Geopolítica: energia sob pressão

No Médio Oriente, a relação entre os Estados Unidos e o Irão continua a representar um risco para os mercados energéticos. No final da semana passada, responsáveis de oito países europeus e do Médio Oriente apelaram à contenção militar e à retoma da diplomacia, perante o impasse nas negociações nucleares e as preocupações com a segurança do Estreito de Ormuz. Os ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita acrescentam incerteza à região, mantendo em foco os riscos para o abastecimento de petróleo e para os preços da energia.

Na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, os ataques continuam, apesar dos esforços diplomáticos. Kiev e Moscovo acordaram um cessar-fogo temporário na localidade de Oleshky, a partir de 27 de Outubro, para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de civis. Também foi anunciada a intenção de retomar conversações técnicas de paz em Novembro. A evolução destas iniciativas poderá influenciar o sentimento dos investidores, sobretudo através dos riscos energéticos e de segurança na Europa.





Crescimento e inflação em destaque

Na sexta-feira, dia 30, serão conhecidos os primeiros números do PIB do terceiro trimestre da Zona Euro e de várias das suas maiores economias. Depois de um crescimento de 0,6% no segundo trimestre, a expectativa para a Zona Euro aponta para uma expansão de 0,2%. Alemanha, França e Itália divulgarão igualmente as respectivas estimativas. No mesmo dia, serão publicados os dados preliminares da inflação de Outubro em várias economias europeias, incluindo Alemanha e França. Os resultados ajudarão a avaliar a resistência da actividade económica e a pressão dos preços sobre as decisões do BCE.

Nos Estados Unidos, o PIB do terceiro trimestre e o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), ambos previstos para quinta-feira, dia 29, serão determinantes para avaliar o equilíbrio entre crescimento e inflação. O PCE, uma das medidas de preços acompanhadas pela Fed, registou uma subida anual de 3,4% em Agosto. Os novos dados permitirão perceber se as pressões inflacionistas continuam persistentes e se a economia mantém força suficiente para justificar uma política monetária restritiva.





Eleições no Brasil e em Israel

O Brasil realiza a segunda volta das presidenciais no domingo, 25 de Outubro, entre o actual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e Flávio Bolsonaro, filho do antigo presidente Jair Bolsonaro. A média de sondagens disponível a 22 de Outubro atribuía 51,2% a Bolsonaro e 48,8% a Lula. O resultado poderá influenciar as expectativas sobre a política económica, as contas públicas e as relações comerciais do país, com reflexos no real brasileiro e nos activos locais.

Em Israel, as eleições legislativas estão marcadas para terça-feira, dia 27. A disputa opõe o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu à oposição liderada pelo antigo chefe militar Gadi Eizenkot. As sondagens apontam para um Parlamento sem uma maioria clara, tornando incerta a formação do próximo Governo. O resultado poderá ter implicações para a política de segurança e para a evolução dos conflitos regionais, factores que continuam a influenciar o risco geopolítico e o mercado petrolífero.





Resultados empresariais: foco na inteligência artificial

A época de resultados do terceiro trimestre ganha intensidade, com destaque para Alphabet e Microsoft, na quarta-feira, dia 28, e Amazon, na quinta-feira, dia 29. Os investidores procurarão sinais de crescimento das receitas ligadas à inteligência artificial, evolução dos negócios de computação na nuvem e dimensão dos investimentos em centros de dados. Os resultados e as perspectivas destas empresas poderão condicionar o comportamento do sector tecnológico e dos principais índices norte-americanos.

A agenda inclui ainda, entre muitas outras empresas, a Coca-Cola, HSBC e Visa na terça-feira; Banco Santander na quarta-feira; Mastercard, Intel, Merck, Caterpillar, Linde e Shell na quinta-feira; e ExxonMobil, Chevron e BP na sexta-feira. As contas permitirão avaliar a evolução do consumo, da actividade industrial, dos pagamentos e do sector energético. Num mercado atento às avaliações das tecnológicas e ao custo do capital, as previsões das empresas para os próximos trimestres serão tão importantes como os resultados apresentados.





Dados Económicos

Estados Unidos da América
O destaque da agenda económica desta semana vai para a divulgação dos números preliminares do PIB do terceiro trimestre a divulgar na quinta-feira, em conjunto com a medida preferida da Fed para a inflação, o índice de preços Core PCE.
As previsões apontam para que a economia norte-americana tenha crescido 3% no terceiro trimestre, acelerando dos 2,2% no trimestre anterior. O índice de preços Core PCE, segundo as estimativas, deverá mostrar em Setembro um aumento mensal de 0,3%, acelerando dos 0,2% anteriores, com a medida anual a subir de 3% para 3,1%. O índice de despesas de consumo pessoal deverá mostrar uma subida de 0,5%, face a 0,3% em Agosto, com a medida em termos homólogos a acelerar de 3,4% para 3,6%. O rendimento pessoal deverá mostrar uma subida dos 0,2% para 0,3%, enquanto as despesas deverão mostrar um abrandamento de 0,9% para 0,3%.
A semana começa com o índice de actividade nacional da Fed de Chicago, onde as estimativas apontam para uma queda de -0,04 para -0,1, e ainda com o índice manufactureiro da Fed de Dallas que deverá cair de 9,8 para 7.
Na terça-feira destacam-se os números das encomendas de bens duradouros e o índice de confiança do consumidor da Conference Board. Em Setembro, as encomendas de bens duradouros deverão mostrar um aumento de 0,6% após a estagnação registada no mês anterior. O índice de confiança do consumidor CB deverá mostrar uma queda ligeira de 81,9 para 80,5. Teremos também mais números do mercado imobiliário, com a venda de imóveis novos, segundo as estimativas, a poderem mostrar uma queda de 3,5%, e o índice de preço de imóveis da S&P/Case Shiller a acelerar de 2,5% para 2,6%. Teremos ainda o índice manufactureiro de Richmond, onde o mercado espera ver uma subida de -2 para 1, e ainda os números semanais do emprego ADP.
Na quarta-feira iremos ter os números da balança comercial de bens de Setembro que deverá apresentar um défice de 130 mil milhões de dólares, e ainda os números preliminares dos inventários grossistas que deverão mostrar uma desaceleração dos 0,5% do mês anterior, para 0,4% em Setembro.
Na quinta-feira, além do números do PIB e do PCE teremos ainda os habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, que deverão mostrar uma subida dos 194 mil pedidos na semana anterior, para 198 mil.
Por fim, na sexta-feira, iremos ter o índice de custo do emprego do terceiro trimestre que deverá mostrar uma desaceleração dos 0,9% do trimestre anterior, para 0,8%, e ainda o índice Chicago PMI que deverá cair de 58,8 para 55,9.

Zona Euro
Uma agenda económica relativamente leve durante toda a semana que acaba com uma sexta-feira bastante mais pesada.
Começa com as atenções dirigidas para o índice alemão de confiança empresarial IFO, onde o consenso aponta para que mostre de novo alguma resistência ao subir dos 89,9 para 90,0.
Na terça-feira teremos a divulgação da taxa de desemprego em Espanha relativa ao terceiro trimestre que, segundo as estimativas, deverá mostrar uma subida dos 9,87% para 10,1%.
Na quarta-feira segue-se na Alemanha o índice de confiança do consumidor GfK com o consenso a apontar para uma ligeira subida de -30,6 para -30.
Na quinta-feira iremos ter o índice de confiança económica da Comissão Europeia, com as estimativas a apontarem para uma queda de 97,9 para 97,2, e ainda a taxa de desemprego de Setembro em Itália que deverá manter-se nos 6,2%.
A semana acaba com os muito e importantes dados da inflação e do PIB das maiores economias da Zona Euro. As previsões apontam para que na Alemanha, os números preliminares do PIB do terceiro trimestre mostrem um crescimento económico de 1%, em linha com o do trimestre anterior, enquanto os preços em Outubro deverão mostrar uma subida mensal de 1%, acelerando dos 0,6% no mês anterior, com a inflação em termos homólogos a manter-se nos 3,3%. Em França, é esperado um crescimento económico trimestral de 0,1%, enquanto os preços em Outubro deverão mostrar uma subida de 0,2%. Também em Itália, o PIB deverá mostrar uma subida de 0,1%, enquanto os preços em Outubro deverão mostrar uma estabilização. Já em Espanha, os preços em Outubro deverão mostrar uma subida de 0,4%, mas com a inflação anual a recuar de 4,9% para 4,7%, enquanto o PIB trimestral deverá mostrar um crescimento de 0,6%, abrandando dos 0,7% no trimestre anterior. O agregado da Zona Euro deverá mostrar, segundo as estimativas, um crescimento económico trimestral de 0,2%, caindo dos 0,6% registados no segundo trimestre, com o PIB em termos homólogos a cair de 1,2% para 1,1%. Teremos ainda a taxa de desemprego do mês de Setembro na Zona Euro que deverá manter-se nos 6,4%.

Reino Unido
Por aqui teremos uma semana mais tranquila que começa com o índice CBI Realized Sales onde as estimativas apontam para uma pequena recuperação de -55 para -45.
Na terça-feira seguimos com o índice de preços retalhista da BRC que deverá mostrar uma aceleração dos 1,4% para 1,6%.
Na quinta-feira teremos os números das aprovações de hipotecas que deverão mostrar uma queda ligeira de 55 mil para 54 mil, e ainda os empréstimos líquidos a particulares que deverão baixar dos 6,9 mil milhões do mês anterior, para 6,2 mil milhões de libras.
A semana irá terminar com o índice de preço de imóveis Nationwide que deverá manter o ritmo de queda de 0,2%.

Canadá
No último dia da semana teremos os números do PIB do mês de Agosto, onde as previsões apontam para um crescimento de 0,2%, após a estagnação registada no mês anterior, e ainda os números preliminares de Setembro, onde as estimativas mostram uma subida de 0,1%.

Suíça
O índice de confiança económica deverá mostrar uma queda de 2,6 para 1,3, tal como mais tarde o barómetro económico KOF deverá cair de 109,1 para 106,9. Teremos ainda os números das vendas a retalho que em Setembro, segundo as previsões, deverão mostrar um aumento de 0,2%, desacelerando dos 0,4% do mês anterior.

China
Uma semana vazia de indicadores, com os dados da actividade económica a chegarem apenas no sábado, com os mercados encerrados.
O PMI geral deverá mostrar um ligeiro crescimento na actividade económica, com o índice a subir ligeiramente de 50,7 para 51, com o PMI manufactureiro a subir de 50,1 para 50,3 e o de serviços de 50,2 para 50,6.

Japão
As atenções voltam-se de novo para a inflação, poucas horas antes da decisão de taxas de juro por parte do Banco do Japão. O índice de preços do consumidor da área de Tóquio deverá mostrar um recuo dos 2,7% no mês de Setembro para 2,6% em Outubro, tal como a medida sem alimentos frescos, a mais observada pelo BoJ. Se excluídos os preços dos alimentos e da energia, a inflação deverá cair de 3% para 2,7%.
Teremos também os números preliminares da produção industrial que deverão mostrar um aumento em Setembro de 1,3%, recuperando parte da queda anterior de 2,4%. As vendas a retalho, em termos homólogos, devem apresentar um crescimento de 3,3%, acelerando dos 2,7% em Agosto e a taxa de desemprego deverá manter-se nos 2,5%. Iremos ter ainda o início de construção de imóveis que deverão desacelerar dos 6,1% do mês anterior, para 2,5%.
Antes temos ainda o índice de confiança do consumidor, onde o consenso aponta para um recuo dos 35,4 para 35,1.

Nova Zelândia
Na agenda económica semanal, tudo o que iremos ter é o índice de confiança empresarial ANZ que deverá recuar de 51,9 para 51,5.

Austrália
As atenções estarão colocadas nos dados da inflação. No mês de Setembro, os preços em termos mensais, segundo as previsões, deverão mostrar uma subida de 0,7%, com a inflação em termos homólogos a subir de 4% para 4,2%. A “trimmed mean”, que exclui 30% dos itens mais voláteis, deverá subir em termos mensais 0,3%, acelerando dos 0,2% do mês anterior, com a medida anual a manter-se nos 3,6%. Relativamente ao terceiro trimestre, a inflação “trimmed mean” trimestral deverá subir dos 0,8% anteriores para 0,9%, com a medida homóloga a cair de 3,6% para 3,5%.
Na sexta-feira, iremos ter os dados da inflação à porta das fábricas do terceiro trimestre, que deverão mostrar um aumento trimestral de 1,9%, acelerando dos 1,3% do trimestre anterior, com a medida homóloga a subir de 3,6% para 4,5%. Teremos ainda os números do crédito ao sector privado que deverá mostrar um crescimento de 0,5%, recuando dos 0,6% no trimestre anterior.





Bancos Centrais

Fed: pausa antes de novos aumentos?

A Reserva Federal norte-americana deverá manter as taxas de juro inalteradas na reunião de 27 e 28 de Outubro, depois de ter aumentado o intervalo dos Fed funds para 3,75%-4,00% em Setembro. As expectativas de mercado apontavam no final da semana para uma probabilidade de cerca de 90% de manutenção de taxas nesta reunião.
O principal foco estará na comunicação de Kevin Warsh, presidente da Fed, e na forma como o banco central concilia uma economia resiliente com uma inflação que continua acima do objectivo de 2%. A subida dos preços da energia e os efeitos das tarifas comerciais mantêm os riscos inflacionistas elevados, mas uma política monetária demasiado restritiva poderá penalizar o emprego e o crescimento. Os investidores procurarão, por isso, perceber se a Fed continua inclinada a aumentar as taxas em Dezembro, cenário que ganhou força nas últimas semanas, e se admite a possibilidade de novos aumentos em 2027.


BCE: inflação e margem de manobra

O Banco Central Europeu deverá manter a taxa de depósito nos 2,50% na reunião de 29 de Outubro, apesar da subida da inflação da Zona Euro para 3,7% em Setembro. A manutenção é o cenário esperado pelo consenso e pelos analistas consultados, embora o aumento dos preços da energia tenha reforçado as expectativas de uma nova subida das taxas em Dezembro.
Christine Lagarde deverá procurar preservar a margem de manobra do BCE, evitando comprometer-se antecipadamente com uma trajectória específica. Os investidores estarão atentos à avaliação dos efeitos dos custos energéticos sobre a inflação subjacente, aos sinais de transmissão desses aumentos aos preços dos serviços e aos riscos para a actividade económica. Uma comunicação mais preocupada com a persistência da inflação poderá reforçar as expectativas de novos aumentos, enquanto uma abordagem mais prudente, centrada no abrandamento económico e na ausência de efeitos de segunda ordem significativos, poderá limitar essas apostas. A evolução das taxas de rendibilidade das obrigações soberanas e as condições de financiamento na Zona Euro também deverão integrar a avaliação do mercado.


BoJ: quando poderá voltar a subir?

O Banco do Japão reúne-se a 29 e 30 de Outubro e deverá manter a taxa directora nos 1,25%, segundo as expectativas implícitas nos mercados monetários. No fecho da semana anterior, os contratos de swaps apontavam para uma probabilidade de cerca de 93% de manutenção, embora continuem a antecipar uma subida até ao final do ano.
A atenção estará igualmente centrada no relatório de perspectivas económicas e de preços, que poderá fornecer indicações importantes sobre a evolução da inflação subjacente e o ritmo adequado de normalização da política monetária. Os investidores procurarão perceber se o BoJ considera que a inflação está a aproximar-se de forma sustentável do objectivo de 2%, tendo em conta a evolução dos salários e dos preços dos serviços, e se mantém aberta a possibilidade de novos aumentos das taxas nos próximos meses. A evolução do iene será outro elemento importante, sobretudo perante o impacto da fraqueza da moeda nos preços das importações. Uma comunicação mais favorável a uma subida em Dezembro poderá apoiar o iene e pressionar as obrigações japonesas, enquanto uma postura mais cautelosa poderá prolongar a expectativa de taxas reduzidas.


BoC: o regresso dos aumentos?

O Banco do Canadá enfrenta uma decisão particularmente importante a 28 de Outubro, numa altura em que as expectativas de mercado passaram a favorecer uma subida das taxas de juro. A taxa directora encontra-se nos 2,25%, mas os mercados apontavam no final da semana para uma probabilidade de cerca de 91% de um aumento de 25 pontos base, para 2,50%, com a maioria dos economistas consultados pela Reuters e pela Bloomberg também a esperarem uma subida, a primeira em cerca de um ano.
A inflação subiu para 3,1% em Setembro, ligeiramente acima do limite superior do intervalo de 1% a 3% definido pelo banco central, enquanto as expectativas de inflação das empresas e dos consumidores aumentaram. O Banco do Canadá divulgará igualmente o seu Relatório de Política Monetária, com novas projecções para o crescimento e a inflação. Os investidores estarão atentos à revisão das previsões, à avaliação dos riscos associados aos preços da energia e às tensões comerciais com os Estados Unidos, bem como às indicações sobre a necessidade de novos aumentos. Uma subida acompanhada por uma comunicação firme poderá apoiar o dólar canadiano, mas o banco central terá de ponderar os riscos inflacionistas face à fragilidade do crescimento económico.


RBNZ: inflação volta a preocupar

O Banco da Reserva da Nova Zelândia deverá decidir a 28 de Outubro se retoma o ciclo de subida das taxas, depois de ter aumentado a Official Cash Rate (OCR) para 2,75% em Setembro. As expectativas dos economistas dividem-se menos do que anteriormente quanto à necessidade de novo aperto monetário e antecipam uma subida de 25 pontos base, para 3,00%, perante os riscos inflacionistas associados à energia e à fraqueza do dólar neozelandês.
Será também importante perceber se o RBNZ mantém aberta a possibilidade de novos aumentos em Dezembro ou se prefere avaliar o impacto das medidas já tomadas. Uma decisão acompanhada por uma orientação mais restritiva poderá sustentar o dólar neozelandês, enquanto uma mensagem cautelosa quanto ao crescimento poderá limitar a moeda.



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