Amanhã destacamos
BoJ, PIB e Inflação
A semana termina com um dia bastante preenchido de eventos e dados económicos, onde destacamos a reunião do Banco do Japão, os dados dos preços em Tóquio e na Europa, e ainda os números do PIB na Zona Euro
Esta noite, no Japão, antes da reunião do Banco do Japão, iremos ter um conjunto significativo de indicadores económicos, com especial destaque para os dados da inflação na área de Tóquio. Poucas horas antes da decisão de taxas de juro por parte do BoJ, o índice de preços do consumidor da área de Tóquio deverá mostrar um recuo dos 2,7% no mês de Setembro para 2,6% em Outubro, tal como a medida sem alimentos frescos, a mais observada pelo BoJ. Se excluídos os preços dos alimentos e da energia, a inflação deverá cair de 3% para 2,7%.
Teremos também os números preliminares da produção industrial que deverão mostrar um aumento em Setembro de 1,3%, recuperando parte da queda anterior de 2,4%. As vendas a retalho, em termos homólogos, devem apresentar um crescimento de 3,3%, acelerando dos 2,7% em Agosto e a taxa de desemprego deverá manter-se nos 2,5%. Iremos ter ainda o início de construção de imóveis que deverão desacelerar dos 6,1% do mês anterior, para 2,5%.
Mais tarde teremos a decisão de taxas do Banco do Japão, onde o mercado espera ver mantida a taxa directora nos 1,25%. A atenção estará centrada no relatório de perspectivas económicas e de preços, que poderá fornecer indicações importantes sobre a evolução da inflação subjacente e o ritmo adequado de normalização da política monetária. Os mercados procurarão perceber se o BoJ considera que a inflação está a aproximar-se de forma sustentável do objectivo de 2%, tendo em conta a evolução dos salários e dos preços dos serviços, e se mantém aberta a possibilidade de novos aumentos das taxas nos próximos meses.
Na Austrália iremos ter os dados da inflação à porta das fábricas do terceiro trimestre, que deverão mostrar um aumento trimestral de 1,9%, acelerando dos 1,3% do trimestre anterior, com a medida homóloga a subir de 3,6% para 4,5%. Teremos ainda os números do crédito ao sector privado que deverá mostrar um crescimento de 0,5%, recuando dos 0,6% no trimestre anterior.
Pela manhã, teremos os dados da inflação e do PIB das maiores economias da Zona Euro. As previsões apontam para que na Alemanha, os números preliminares do PIB do terceiro trimestre mostrem um crescimento económico de 1%, em linha com o do trimestre anterior, enquanto os preços em Outubro deverão mostrar uma subida mensal de 1%, acelerando dos 0,6% no mês anterior, com a inflação em termos homólogos a manter-se nos 3,3%. Em França, é esperado um crescimento económico trimestral de 0,1%, enquanto os preços em Outubro deverão mostrar uma subida de 0,2%. Também em Itália, o PIB deverá mostrar uma subida de 0,1%, enquanto os preços em Outubro deverão mostrar uma estabilização. Já em Espanha, os preços em Outubro deverão mostrar uma subida de 0,4%, mas com a inflação anual a recuar de 4,9% para 4,7%, enquanto o PIB trimestral deverá mostrar um crescimento de 0,6%, abrandando dos 0,7% do trimestre anterior. O agregado da Zona Euro deverá mostrar, segundo as estimativas, um crescimento económico trimestral de 0,2%, caindo dos 0,6% registados no segundo trimestre, com o PIB em termos homólogos a cair de 1,2% para 1,1%. Teremos ainda a taxa de desemprego do mês de Setembro na Zona Euro que deverá manter-se nos 6,4%.
No Reino Unido teremos o índice de preço de imóveis Nationwide, que deverá manter o ritmo de queda de 0,2%.
Na Suíça, o barómetro económico KOF deverá cair de 109,1 para 106,9.
À tarde, nos Estados Unidos, iremos ter o índice de custo do emprego do terceiro trimestre que deverá mostrar uma desaceleração dos 0,9% do trimestre anterior, para 0,8%, e ainda o índice Chicago PMI que deverá cair de 58,8 para 55,9.
No Canadá teremos os números do PIB do mês de Agosto, onde as previsões apontam para um crescimento de 0,2%, após a estagnação registada no mês anterior, e ainda os números preliminares de Setembro, onde as estimativas mostram uma subida de 0,1%.
Com as reuniões da Fed e do BCE para trás, voltaremos a ouvir vários responsáveis dos bancos centrais. Da Fed são esperados discursos de Mary Daly e de Alberto Musalem, enquanto no BCE poderemos ouvir Philip Lane.
Será também mais um dia de apresentação de resultados empresariais, com empresas como a ExxonMobil, Chevron, BP, AstraZeneca, CaixaBank, Natwest, Crédit Agricole e Colgate-Palmolive, entre muitas outras a mostrarem as suas contas.