Amanhã destacamos
Inflação

Amanhã destacamos Inflação

Nesta quarta-feira os olhos dos mercados voltam-se de novo para a inflação, assim como estarão também atentos a dados da actividade económica e ainda do comércio internacional.

Já esta noite, na Nova Zelândia, são os dados do emprego que estarão no centro das atenções. Segundo as previsões, a taxa de desemprego no terceiro trimestre deverá baixar de 5,6% do segundo trimestre para 5,5%, com a taxa de participação a manter-se nos 70,7%. A variação no emprego deverá crescer 0,4%, desacelerando dos 0,5% do trimestre anterior. O índice de custo laboral no terceiro trimestre deverá mostrar uma desaceleração dos 0,7% do trimestre anterior, para 0,5%.

Na Austrália teremos os dados de Setembro da despesa das famílias, onde as estimativas apontam para um aumento mensal de 0,2%, com a medida homóloga a baixar de 6,8% para 6,4%.

Na China, teremos dados privados da actividade económica. O índice PMI composto da RatingDog deverá mostrar uma queda de 52,4 para 52,2, mas mantendo-se em expansão, com o sector de serviços a recuar ligeiramente de 51,6 para 51,5.

Pela manhã, na Zona Euro, teremos os dados agregados da inflação. As previsões mostram que os preços subiram mensalmente em Outubro 0,2%, desacelerando dos 0,6% no mês anterior, com a inflação anual a subir de 3,8% para 3,9%, enquanto a subjacente sobe de 2,5% para 2,6%. Iremos ter ainda as leituras finais dos dados de actividade económica.
Em Espanha e Itália iremos ter a divulgação dos índices PMI de serviços. Em Espanha, o índice deverá mostrar um recuo de 58,3 para 57,5, e em Itália baixar de 51,7 para 51.

No Reino Unido teremos também a leitura final da actividade de serviços.

À tarde, nos Estados Unidos, o destaque vai para o índice de serviços do ISM, onde as estimativas apontam para que se mantenha nos 54,9, tal como a leitura final do PMI de serviços da S&P Global nos 57,9. Teremos os números privados do emprego ADP, onde os mercados prevêem uma queda dos 90 mil apresentados em Setembro, para 68 mil empregos em Outubro. Iremos ter ainda os números do mês de Setembro da balança comercial, que segundo as previsões, mostrará um défice de 107,9 mil milhões de dólares, ficando acima do número de Agosto de 105,6 mil milhões.

Teremos mais duas decisões de politica monetária, na Suécia e no Brasil.

O Riksbank deverá manter uma postura cautelosa, embora a possibilidade de uma subida de 25 pontos base, de 1,75% para 2,00%, tenha ganho força nas expectativas de mercado. Os investidores estarão atentos às novas projecções e à comunicação do banco central, procurando perceber se uma eventual subida representa uma medida pontual ou o início de uma nova fase de aperto monetário. Uma orientação mais restritiva poderá favorecer a coroa sueca.

Banco Central do Brasil deverá manter a taxa Selic nos 13,75%, privilegiando a prudência perante as incertezas em torno da inflação, da política orçamental e da evolução do real.

A época de resultados continua e nesta quarta-feira as atenções estarão voltadas para empresas como a Qualcomm, Uber, McDonald’s e Novo Nordisk, entre outras.


O que pensa sobre este tema?