Amanhã destacamos
Banco de Inglaterra

Amanhã destacamos Banco de Inglaterra

Nesta quinta-feira as atenções voltam-se de novo para os bancos centrais, com decisões de taxas também na Noruega e no México, mas com as atenções a estarem principalmente na decisão no Reino Unido.

No Banco de Inglaterra é esperada uma subida de 25 pontos base da taxa directora, para 4,00%, perante a persistência das pressões inflacionistas. Os investidores estarão atentos à votação e às indicações de Andrew Bailey sobre a possibilidade de novos aumentos, determinantes para a evolução da libra.

Do Norges Bank é esperada a manutenção da taxa directora nos 4,50%, apesar de persistirem riscos inflacionistas. O foco estará nas indicações sobre a evolução futura dos juros e na possibilidade de novos aumentos, num contexto em que os preços da energia poderão continuar a condicionar as perspectivas de inflação e a evolução da coroa norueguesa.

No Banco do México é esperada a manutenção da taxa directora nos 6,50%, perante a persistência de pressões inflacionistas. Os investidores procurarão perceber se o banco central admite retomar os cortes ou se manterá uma postura prudente, com juros elevados durante mais tempo, cenário que poderá favorecer o peso mexicano.

A agenda económica está relativamente leve.

Esta noite, na Austrália, começaremos com os números da balança comercial de bens de Setembro, onde o mercado estima um excedente de 960 milhões de dólares australianos, acima dos 500 milhões do mês anterior.

Pela manhã, na Zona Euro, iremos ter os números da inflação à porta das fábricas, onde o índice de preços no produtor, segundo as estimativas, mostrará uma subida de 2,3%, face a 1,9% no mês anterior, onde em termos homólogos mostra uma aceleração dos 8,2% do mês anterior, para 10,1% em Setembro.
Na Alemanha teremos os números das encomendas às fábricas, que após a queda de 10,6% em Agosto, as previsões apontam para um aumento de 5,1% em Setembro.
Em França, a produção industrial deverá mostrar em Setembro um crescimento de 0,4%, após a queda de 0,3% no mês anterior.
Em Itália, as vendas a retalho de Setembro, segundo as estimativas, deverão mostrar um crescimento de 0,2%, desacelerando dos 0,3% do mês anterior.

Na Suíça teremos a divulgação da taxa de desemprego que deverá se manter nos 3,1%.

No Reino Unido iremos ter a divulgação do PMI da construção, onde o consenso aponta para uma ligeira subida de 46,1 para 46,5, mantendo-o em contracção.

À tarde, nos Estados Unidos, é dia dos habituais números semanais de novos pedidos de subsídio de desemprego, que deverão mostrar uma subida dos 194 mil pedidos na semana anterior, para 197 mil. Teremos também o “Challenger Job Cuts”, onde as estimativas apontam para um aumento dos 43,3 mil de Setembro, para 51 mil em Outubro. Iremos ter ainda os números preliminares do custo laboral do terceiro trimestre que deverá, segundo as previsões, desacelerar dos 1,2% no segundo trimestre, para 0,3%.

Teremos um dia bem preenchido de intervenções verbais.
Além de Andrew Bailey, que falará na conferência de imprensa apresentando o relatório de política monetária, teremos também Martin Schlegel, presidente do Banco Nacional da Suíça, que irá proferir um discurso intitulado “Transmissão e condução da política monetária na Suíça”, na “Watchers Conference” do BNS, em Zurique.
Em eventos separados teremos ainda Christine Lagarde, presidente do BCE, e Tiff Macklem, governador do Banco do Canadá.
Além de diversos governadores da Fed como Beth Hammack e Thomas Barkin, teremos também o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel.


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